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Politica·

Empresários catalães negam conhecimento de transferências da família Pujol em julgamento

Testemunhas depõem no Tribunal Nacional de Espanha que desconheciam alegados pagamentos da família de Jordi Pujol através de bancos andorranos nos anos 1990, levantando questões.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Empresários catalães desconheciam transferências do filho de Pujol, Jordi Pujol Ferrusola, via bancos andorranos.
  • Testemunhas relatam ausência de obrigações fiscais nos fundos, sugerindo transações simuladas.
  • Depoimentos revelam irregularidades bancárias nos anos 1990 na Banca Reig e Andbank.
  • Próximos: Ex-gestor Pallerola e empresário Zorzano vão depor sobre operações.

Vários empresários catalães e até um antigo conselheiro do chefe de Governo andorrano Òscar Ribas testemunharam no julgamento em curso do 'caso Pujol' no Tribunal Nacional de Espanha que desconheciam transferências que alegadamente receberam da família do antigo presidente catalão Jordi Pujol, em particular do seu filho mais velho, Jordi Pujol Ferrusola.

Os testemunhos, prestados nos últimos dias, destacaram aparentes irregularidades na Banca Reig e na sua sucessora Andbank durante os anos 1990. Testemunhas dos setores da construção e têxtil, que detinham contas nestas instituições, manifestaram surpresa com os movimentos ligados a contas da família Pujol. Os procuradores procuraram pormenores sobre o propósito destas transferências, mas muitos destinatários insistiram que desconheciam essas operações. Alguns negaram até a existência de contas em seu nome, questionando por que foram convocados para o julgamento.

Ao regularizarem as suas finanças com as autoridades fiscais espanholas, estes empresários afirmaram que não enfrentaram obrigações relacionadas com as transferências, sugerindo que as transações poderiam ter sido simuladas. Embora alguns tivessem relações profissionais com a família Pujol, a maioria só os conhecia pelo papel político de Jordi Pujol i Sòria.

Testemunhos chave previstos vão esclarecer estas questões. Josep Maria Pallerola, antigo gestor da Banca Reig que tratava das contas da família Pujol, está agendado para depor. O seu papel em operações potencialmente invulgares será escrutinado. Carles Serradel Girbal, veterano conselheiro tanto da família Reig como de Ribas durante o seu mandato executivo, já testemunhou que recebeu transferências inexplicadas dos Pujol e não obteve explicações sobre elas.

Josep Maria Montserrat descreveu as práticas bancárias andorranas dos anos 1990, notando a necessidade de visitas presenciais para aceder a informação. Fechou a sua conta na Andbank devido à falta de transparência e irregularidades percebidas.

Antoni Zorzano, um empresário andorrano alegadamente usado como testa de ferro por Jordi Pujol Ferrusola — que detinha contas na Fibanc ao lado da sua ex-mulher —, também está agendado para depor. As ligações estendem-se mais longe: a Fibanc e a Andbank eram acionistas principais da Valora, uma gestora de ativos extinta suspeita de facilitar fluxos de dinheiro dos Pujol para Andorra. O julgamento continua a examinar as origens desses fundos.

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