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Politica·

Espanha Bloqueia Uso pelas EUA das Bases de Morón e Rota em Golpes no Irão

Espanha rejeita firmemente operações militares dos EUA a partir das bases de Morón e Rota contra o Irão, citando acordos bilaterais, apesar de rastreamento de voos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros Albares e Ministra da Defesa Robles confirmam que as bases não são usadas para ataques dos EUA no Irão fora do quadro acordado.
  • Dados da FlightRadar24 mostram 15 aeronaves dos EUA saídas de Morón e Rota após ataques EUA-Israel no Irão.
  • Aviões dirigiram-se a Ramstein, na Alemanha, e outros locais em meio a tensões entre Madrid e aliados ocidentais.
  • Macron promete expandir arsenal nuclear francês devido a 'convulsões e riscos geopolíticos'.

A Espanha rejeitou firmemente permitir que os Estados Unidos utilizem as suas bases militares em Morón e Rota para ataques contra o Irão, insistindo que qualquer operação deve respeitar os acordos bilaterais e o direito internacional.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros José Manuel Albares afirmou que as bases "não estão a ser utilizadas nem serão utilizadas para esta operação militar fora do quadro acordado". A Ministra da Defesa Margarita Robles repetiu esta posição, confirmando que não foi prestado qualquer apoio a partir destas instalações para a ofensiva liderada pelos EUA.

Dados de rastreamento de voos da FlightRadar24 registaram a partida de 15 aeronaves militares dos EUA de Rota e Morón pouco depois de Washington e Tel Aviv terem lançado ataques contra o Irão. Pelo menos sete aviões aterraram na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, enquanto outros se dirigiram em várias direções. Os movimentos ocorreram num contexto de tensões diplomáticas acentuadas entre Madrid e alguns aliados ocidentais.

Num desenvolvimento relacionado, o Presidente francês Emmanuel Macron – que também é Copríncipe de Andorra – anunciou planos para expandir o arsenal nuclear francês em resposta a um "novo contexto geopolítico cheio de riscos e ameaças". Descreveu a era atual como uma de "convulsões geopolíticas cheias de riscos" e afirmou a prontidão para utilizar o arsenal "para proteger os seus interesses".

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