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Politica·

Espanha expulsa jihadistas holandeses no aeroporto de Barcelona a caminho de viagem de esqui a Andorra

Autoridades interceptaram cinco jovens holandeses suspeitos de ligações à célula terrorista de Arnhem ligada à Al Qaeda, mantendo proibições de entrada de 10 anos confirmadas.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Cinco nacionais holandeses (nascidos em 1992) expulsos sob proibição espanhola de 10 anos após alertas no aeroporto.
  • Ligados ao grupo jihadista de Arnhem associado à Jabhat al-Nusrah da Al Qaeda, ativo desde 2013.
  • Tribunal confirmou expulsões por razões de segurança nacional, rejeitando reivindicações de livre circulação na UE.
  • Grupo reconstruído em 2021 após operação holandesa; suspeitos visados para viagem à Síria.

As autoridades espanholas interceptaram cinco jovens holandeses suspeitos de pertencerem a uma célula terrorista islamista no aeroporto de El Prat, em Barcelona, a 27 de janeiro de 2023, impedindo-os de chegar a Andorra para uma viagem de esqui no âmbito de um grupo maior.

A polícia deteve os indivíduos — na maioria nascidos em 1992 em locais incluindo os Países Baixos e o Afeganistão, e residentes perto de Arnhem — após múltiplos alertas de segurança ativados durante controlos de rotina. Foram imediatamente expulsos ao abrigo de uma proibição de entrada em Espanha por 10 anos, emitida a 10 de outubro de 2022, na sequência de um alerta formal da Comissaria Geral de Informação de Espanha uma semana antes.

Decisões recentes da câmara de contencioso-administrativo do Tribunal Nacional de Espanha, incluindo acórdãos de dezembro, confirmaram a legalidade das expulsões. O tribunal apontou relatórios de inteligência que ligam os cinco ao "grupo de Arnhem", uma rede jihadista ativa na cidade holandesa desde 2013 e ligada à Jabhat al-Nusrah (JaN), afiliada da Al Qaeda. O grupo recrutou e treinou combatentes para a Síria, com um dos detidos a transportar um alerta da Interpol emitido pelos EUA e outro a ser irmão de dois combatentes da JaN na Síria na altura.

A rede reconstruiu-se em 2021 após contratempos, incluindo uma operação holandesa em 2018 que desmantelou uma célula que planeava bombardear um evento lotado e seguir com tiroteios. As autoridades espanholas investigaram os cinco por pertença a organização terrorista, suspeitando que alguns estavam preparados para viajar para a Síria.

Os advogados dos homens contestaram as proibições, argumentando falta de provas, justificação insuficiente, notificação súbita causando indefesa, alegações de inocência e violações dos direitos de livre circulação na UE — quatro tinham passaportes holandeses, um afegão. O tribunal rejeitou estas, afirmando que as medidas foram devidamente motivadas por ameaças à segurança nacional e à ordem pública, com dados concretos sobre a sua implicação apesar de a confidencialidade limitar a divulgação total das provas.

O caso veio a público através destas resoluções judiciais, destacando controlos fronteiriços contínuos contra riscos terroristas perto de Andorra.

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