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Politica·

Especialista defende administração pública mais forte face a mudanças globais

Professor Francisco Longo apela ao compromisso político para reforçar capacidade do setor público no evento da Federação Andorrana de Empresas Familiares, alertando.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraARA

Pontos-chave

  • Governos negligenciam investimentos no setor público por falta de procura e resultados a longo prazo.
  • Administração pública forte essencial: «sem ela, os países não funcionam».
  • Evitar modelos estrangeiros integrais; adaptar à realidade local e destacar sucessos nacionais.
  • Reformas de pensões precisam de profundidade para sustentabilidade, mas sistemas atuais não podem ser integralmente alterados.

O professor Francisco Longo, especialista em governação pública no ESADEGov, defendeu o reforço da administração pública para enfrentar desafios sem precedentes, durante um colóquio de pequeno-almoço organizado pela Federação Andorrana de Empresas Familiares (EFA), em Andorra la Vella. A sua intervenção, intitulada «Uma Administração Moderna com Valores», sublinhou a urgência de um compromisso político para fortalecer o setor público em meio a rápidas mudanças económicas, sociais e tecnológicas.

Longo observou que os governos frequentemente negligenciam estes investimentos, por falta de suficiente procura pública e porque os resultados só se veem a médio e longo prazo. Um setor público forte é vital, argumentou, uma vez que «sem um bom setor público, os países não funcionam». Previu exigências ainda maiores sobre os serviços públicos numa era de profunda mudança e incerteza, exigindo maior capacidade para gerir cenários complexos.

Quanto às reformas administrativas, Longo alertou contra a adoção integral de modelos estrangeiros, pois estes «nunca dão bons resultados» quando não adaptados à realidade local. Muitos esforços falham por impor abordagens externas sem as adequar, disse. Os líderes devem em vez disso destacar serviços nacionais bem-sucedidos, porque «por vezes não vemos o que funciona porque nos concentramos no que não funciona».

Sobre os sistemas de pensões, no meio das discussões atuais, Longo absteve-se de endossar abordagens específicas para qualquer país. As configurações atuais não podem ser alteradas por completo devido aos elevados custos, enquanto os esquemas de repartição dependem de acordos intergeracionais que devem perdurar. A sustentabilidade exige reformas «de certa profundidade».

Longo não ofereceu recomendações específicas para Andorra, citando o seu limitado conhecimento dos pormenores, mas descreveu o Principado como «uma história de sucesso económico» apesar das pressões que afetam todas as economias.

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