Ex-ministro espanhol Bono pediu ajuda a Ábalos para licenças de projeto rodoviário
José Bono contactou José Luis Ábalos em 2021 via WhatsApp para acelerar aprovações de construção perto da N-260 em La Seu d'Urgell, no meio de investigação em curso.
Pontos-chave
- Bono enviou mensagem a Koldo García em maio de 2021 para acelerar licenças do projeto do cliente Dimas de Andrés perto da 'rotonda dels bombers' da N-260.
- Projeto no setor SUD-1 requeria aprovação do Ministério dos Transportes devido a impactos na estrada como tráfego e ruído.
- Bono confirmou contactos mas negou irregularidades; projeto nunca avançou.
- Revelações surgem no meio de investigação judicial a irregularidades em contratos de Ábalos-García.
O antigo ministro espanhol José Bono contactou o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos em maio de 2021 para pedir assistência na aceleração de licenças de construção para um empreendimento perto da rotunda "rotonda dels bombers" da estrada N-260 em La Seu d'Urgell, mostram mensagens de WhatsApp obtidas pelo El Español.
As trocas, reportadas na quarta-feira pelo jornal, envolveram Bono a contactar Koldo García, antigo assessor de Ábalos. Bono forneceu contactos do empresário Dimas de Andrés, a quem descreveu como seu cliente, e insistiu várias vezes para uma tramitação mais rápida dos processos administrativos. Encaminhou também "notas" e documentos para Ábalos através da antiga parceira de García, que trabalhava como secretária no ministério.
O projeto proposto situa-se no setor urbano SUD-1 de La Seu d'Urgell, uma zona de 6 hectares definida no plano de 2002 perto do bairro Sant Antoni e dos bombeiros. Destinado a equipamentos públicos como o futuro hospital comarcal de Alt Urgell, bem como a grandes áreas comerciais acessíveis pela rotunda existente da N-260, qualquer construção requeria aprovações do Ministério dos Transportes de Espanha devido a impactos na estrada estatal, incluindo segurança rodoviária, acessos, iluminação e ruído.
Contactado pelo El Español, Bono confirmou o contacto e o papel do seu cliente. Afirmou que as suas ações se limitaram a apresentar de Andrés aos contactos do ministério, negou qualquer conduta eticamente questionável e notou que a iniciativa não teve resultados, com o projeto nunca a avançar.
Estes pormenores surgem no meio de uma investigação judicial a irregularidades suspeitas em contratos públicos ligados a Ábalos e associados de García. Não houve resposta oficial a estas alegações específicas.
Fontes originais
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