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Politica·

Ex-síndica-geral Roser Suñé alerta para ressurgimento da extrema-direita

Suñé classifica a sua preocupação com o avanço internacional da extrema-direita em 8/10, citando retórica antifeminista, racista e anti-imigração.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Classifica preocupação com avanço internacional da extrema-direita em 8/10; alarme mais baixo no país
  • Denuncia retórica dura, discurso antifeminista e ataque a imigrantes e minorias raciais
  • Preocupada com jovens que preferem ditadura, atribuindo-o à experiência exclusiva de democracia
  • Apela à educação para fomentar pensamento crítico e compromisso diário com a democracia

A ex-síndica-geral Roser Suñé disse estar profundamente preocupada com o avanço da extrema-direita, particularmente ao nível internacional, classificando a sua preocupação em 8 de 10. Num entrevista à Ràdio Nacional, acrescentou que o nível de alarme é mais baixo no país.

Suñé criticou a dura retórica política vinda de movimentos de extrema-direita no estrangeiro e questionou como a sociedade pôde regredir. Descreveu o discurso antifeminista como «muito preocupante» e destacou problemas em torno da raça e o alvo posto nos imigrantes. «Pensei que não voltaríamos a ver isto, mas é verdade que é cíclico», disse.

Expressou também preocupação com os jovens que dizem preferir viver sob uma ditadura a uma democracia, atribuindo essa visão ao facto de só terem conhecido a democracia.

Suñé sublinhou a importância da educação para fomentar o pensamento crítico. «A democracia constrói-se todos os dias e exige responsabilidade partilhada, enquanto uma ditadura diz-te o que deves fazer», afirmou.

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