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Politica·

Feministas andorranas convocam protestos a 8 de março contra retrocesso nos direitos ao aborto

Acció Feminista exige manifestações de rua no Dia Internacional da Mulher contra atrasos na legalização do aborto, violência institucional e.

Sintetizado a partir de:
Bon DiaEl PeriòdicARADiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Acció Feminista protesta falta de direitos ao aborto, obrigando mulheres a viajar para o estrangeiro.
  • Critica atrasos institucionais, silêncio e compromissos vazios como violência.
  • Exige autonomia corporal, fim da violência misógina, igualdade económica.
  • Andorra lidera globalmente na paridade política de género, mas atrasa-se na representação corporativa.

Acció Feminista, um proeminente grupo de direitos das mulheres em Andorra, convocou manifestações de rua a 8 de março, Dia Internacional da Mulher, para protestar contra o que descreve como um período de retrocesso nos direitos das mulheres tanto a nível local como global.

Num comunicado publicado na plataforma de media sociais X, o coletivo destacou a falta contínua de garantias legais para o aborto em Andorra. As mulheres ainda têm de viajar para o estrangeiro para aceder ao procedimento, em meio a atrasos nas reformas prometidas e ao que o grupo denomina "violência institucional" através do silêncio, procrastinação e compromissos vazios. Esta situação, argumentam eles, cria insegurança jurídica e perpetua a desigualdade de género, sublinhando uma lacuna entre a retórica oficial e as realidades quotidianas.

O anúncio enquadra a mobilização em exigências mais amplas, incluindo o direito à autonomia corporal, vidas livres de violência misógina e igualdade genuína nas esferas económica e laboral. "Reivindicamos direitos para todas", afirmou o grupo, prometendo reconquistar os espaços públicos contra um retrocesso global percebido e o uso do medo como ferramenta política. A mensagem concluiu com uma declaração firme: "Chega de rudeza. Queremos ser livres, com direitos e garantias."

O apelo alinha-se com os protestos anuais de 8 de março centrados nos direitos sexuais e reprodutivos, violência misógina e desigualdades de género estruturais.

Isto surge quando Andorra se classifica altamente nos índices globais de representação política das mulheres. Segundo um relatório de 2025 da União Interparlamentar e da UN Women, o país empata no sexto lugar mundial em ministras de gabinete, com paridade perfeita nos seus 12 pelouros (seis liderados por mulheres, seis por homens), embora o chefe do governo incline o equilíbrio executivo para o masculino. O Conselho Geral de 28 membros também atinge paridade exata com 14 mulheres e 14 homens, colocando Andorra em quinto lugar global em equilíbrio de género parlamentar, partilhado com os Emirados Árabes Unidos.

Judith Pallarés, secretária-geral do Instituto da Mulher Andorrano, reconheceu estes avanços, mas sublinhou que ainda há muito trabalho por fazer, particularmente nos conselhos de administração empresariais e na organização de eventos, onde as mulheres continuam sub-representadas apesar de evidências de que a liderança feminina melhora os processos de tomada de decisões. Notou os desafios em sustentar o progresso mesmo com uma forte presença política.

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