Fracassada oferta búlgara por banco de San Marino desencadeia investigação por corrupção e tensões na UE
Aquisição de 36,7 milhões de euros da Banca di San Marino pelo grupo búlgaro Starcom colapsou, originando investigações sobre corrupção e questões políticas.
Pontos-chave
- Starcom ofereceu 36,7 milhões de euros por 51% da Banca di San Marino no início de 2025, mas o acordo colapsou após injeção de 15 milhões de euros em capital ser congelada.
- Procuradores de San Marino investigam alegada corrupção em contratos de consultoria; Banco Central reteve aprovação.
- Secretário dos Negócios Estrangeiros alerta para 'plano paralelo' búlgaro para pressionar instituições e caminho para a UE.
- Parlamento Europeu aprovou resolução sobre acordo San Marino-Andorra a 11 de fevereiro de 2026, apesar da oposição búlgara.
Uma fracassada oferta búlgara para adquirir a Banca di San Marino desencadeou uma disputa financeira e judicial no microestado, levantando preocupações que podem afetar o seu processo conjunto de integração na União Europeia ao lado de Andorra.
O acordo começou a ganhar forma no final de 2024, quando o Ente Cassa di Faetano, a principal fundação acionista do banco, procurou vender uma participação significativa para reforçar o seu capital. No início de 2025, o grupo de investimento búlgaro Starcom ofereceu 36,7 milhões de euros por 51% da histórica instituição. No entanto, a transação colapsou meses depois.
Em outubro de 2025, os procuradores de San Marino lançaram uma investigação sobre alegada corrupção privada ligada a contratos de consultoria associados ao acordo. O Banco Central da República de San Marino reteve então a aprovação necessária, anulando a aquisição. A Starcom já havia injetado 15 milhões de euros em capital, mas esses fundos permanecem congelados na investigação em curso.
O secretário dos Negócios Estrangeiros de San Marino, Luca Beccari, descreveu o episódio como politicamente carregado, alertando para uma tentativa de «condicionar as instituições de San Marino, o caminho para a UE e até a atividade judicial». Descobertas judiciais iniciais apontaram para um possível «plano paralelo» do lado búlgaro para exercer pressão política e institucional a favor de um resultado positivo.
O caso, agora considerado uma questão de Estado pela comunicação social local, provocou reações mistas. O juiz de recurso David Brunelli contestou a narrativa do «plano paralelo», minimizando as alegações mais graves.
A controvérsia surgiu em meio ao progresso no acordo de associação à UE para Andorra e San Marino. A 11 de fevereiro de 2026, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução não vinculativa sobre o acordo, com 552 votos a favor de 651 e todas as emendas propostas rejeitadas. Beccari qualificou o resultado como «extremamente significativo», embora cerca de 100 eurodeputados se tenham abstido ou oposto — incluindo a maioria dos representantes búlgaros.
A resolução avança o calendário processual, mas a posição da Bulgária pode revelar-se decisiva se o acordo exigir ratificação nos parlamentos nacionais, como agora parece provável para um acordo misto. As autoridades não detalharam desenvolvimentos adicionais na investigação de San Marino.
Fontes originais
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