Governo de Andorra Cumpre Apenas 54% das Obrigações de Transparência em 2025
Último relatório da Utaip revela declínio no cumprimento face a anos anteriores, com problemas na publicação de dados, acesso e informação obrigatória em falta.
Pontos-chave
- 54% de cumprimento (14 verdes, 10 amarelos, 2 vermelhos) em 26 indicadores, pior que 2021.
- Problemas: dados incompletos, ligações indiretas, atrasos em concursos, planos, contratos.
- Vermelhos por falta de acordos laborais/sindicais e cartas de serviços.
- Recomendações: melhorar acessibilidade, apoio a deficientes, regras de reutilização de dados.
O governo de Andorra cumpriu apenas 54% das suas obrigações de transparência ativa em 2025, registando um declínio face a anos anteriores, segundo o último relatório da Unidade de Transparência e Acesso à Informação Pública (Utaip), dependente da Secretaria de Estado para a Igualdade e Participação Cidadã.
A avaliação, baseada em 26 indicadores, atribuiu uma classificação verde — indicando cumprimento total — a 14 itens. Dez receberam marcas amarelas por cumprimento parcial, enquanto dois foram classificados como vermelhos, mostrando ausência de publicação dos dados obrigatórios. Isto representa um retrocesso em comparação com a avaliação de 2021, que usou 24 indicadores e encontrou 19 verdes, três amarelos e dois vermelhos.
A Utaip identificou problemas comuns por trás do cumprimento parcial: falha na publicação de 100% dos dados obrigatórios, acesso indireto através de ligações no portal transparència.ad em vez de exibição direta, e atrasos nas atualizações. Áreas afetadas incluem concursos da administração geral, lugares preenchidos ou vagos, planos anuais e plurianuais, relatórios gerais, contratos modificados ou prorrogados, e detalhes sobre entidades dependentes, afiliadas e organizações ligadas.
Em dois casos classificados como vermelhos — abrangendo acordos laborais e sindicais, mais cartas de serviços —, a Utaip observou que a informação simplesmente não existe, apesar das exigências legais de a produzir e publicar.
O relatório elogiou o uso de linguagem simples, tabelas e resumos para tornar o conteúdo acessível ao público em geral. Contudo, apelou a ações específicas para melhorar o acesso, incluindo mecanismos para pessoas com deficiência ou necessidades especiais. Recomendou também clarificar regras sobre reutilização de dados e reforçar a comunicação entre responsáveis pela transparência e chefes de departamento, uma relação descrita como desafiante.
No geral, os resultados destacam obstáculos persistentes no cumprimento da Lei da Transparência, Acesso à Informação Pública e Governo Aberto, com a Utaip a instar a melhorias para inverter a tendência descendente.
Fontes originais
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