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Politica·

Governo mantém em segredo o preço do contrato do Andorra Cycling Masters

O governo diz que a empresa adjudicatária classificou o custo total como confidencial e invoca a lei de contratacção pública para não divulgar o valor integral, revelando apenas um.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Preço total do contrato não divulgado; governo invoca confidencialidade do adjudicatário e artigo 31.4 da Lei de Contratacção Pública.
  • Despesas parciais divulgadas totalizam 62 291,18 €, incluindo 58 173,04 € em comunicações.
  • Desde setembro de 2022, Andorra Turisme assinou 1394 contratos; 83 (≈6%) incluem cláusulas de confidencialidade.
  • Conselheira Laia Moliné vai inspecionar documentos restritos e poderá tomar passos parlamentares adicionais sobre transparência.

O governo recusou novamente divulgar o preço total do contrato para a produção e promoção do Andorra Cycling Masters, afirmando que a empresa adjudicatária classificou o custo total como confidencial e invocando o artigo 31.4 da Lei de Contratacção Pública para justificar a não divulgação do valor.

Numa resposta escrita à conselheira-geral social-democrata Laia Moliné, o ministro do Turismo Jordi Torres Falcó forneceu uma desagregação parcial das despesas ligadas à promoção e logística que totalizam 62 291,18 €, dos quais 58 173,04 € foram registados como despesa em comunicações. Torres disse que o adjudicatário, Iniciativas de Medios SA, classificou o preço do contrato como confidencial e que a sua divulgação "poderia afetar segredos comerciais ou a livre concorrência", impedindo a publicação dos termos financeiros completos.

Torres reiterou que a Andorra Turisme procura "reduzir ao mínimo possível as cláusulas de confidencialidade" e descreveu quaisquer reservas como "excecionais, motivadas e limitadas" aos dados estritamente necessários para proteger interesses económicos e a concorrência. Disse também que o enquadramento legal assegura um equilíbrio entre transparência e confidencialidade e que o uso de confidencialidade é compatível com as obrigações de contratacção e transparência quando devidamente justificado.

O ministério referiu que, desde que a nova Lei de Contratacção Pública entrou em vigor em setembro de 2022, a Andorra Turisme assinou 1394 contratos, 83 dos quais incluem cláusulas de confidencialidade — menos de 6% do total. Torres salientou que os contratos anteriores a setembro de 2022 não estão incluídos nessas contas porque a Andorra Turisme estava então sujeita ao direito privado; a lei introduziu novas obrigações de publicação e transparência, embora a execução dos contratos continue a reger-se por disposições de direito privado.

O governo ofereceu novamente a Moliné a oportunidade de consultar a documentação restrita nas instalações da Andorra Turisme e de tomar notas ali, mas enfatizou que quaisquer valores consultados permaneceriam confidenciais e não poderiam ser publicados. A mesma invocação de confidencialidade bloqueou anteriormente um pedido do grupo Concòrdia.

Moliné disse que os argumentos legais do governo não respondem quanto custou realmente o evento e criticou a falta de transparência quando estão em causa fundos públicos. Afirmou que, embora a confidencialidade possa ser legal, "não é transparente" e que os cidadãos têm direito a saber "quanto se gasta e em quê". Moliné disse que vai inspecionar a documentação restrita para verificar se os números fornecidos são exatos e coerentes com outras informações, e avisou que o seu partido considerará ações parlamentares adicionais se as questões permanecerem sem resposta.

O governo mantém que a não divulgação de dados económicos específicos em casos estreitamente definidos é uma proteção legítima de segredos comerciais e concorrência, enquanto outros pormenores dos contratos permanecem sujeitos às obrigações de publicidade e transparência previstas na lei de contratacção pública.

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