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Politica·

Governo detalha financiamento do processo deliberativo com 50 cidadãos selecionados aleatoriamente, incluindo 100 €

Pagamentos por sessão justificados como incentivo inclusivo alinhado com padrões internacionais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • 34 908 € no total: 19 347 € (2025) para materiais/comunicação; 15 562 € (2026) para pagamentos/refrescos/local.
  • 50 cidadãos sorteados aleatoriamente; pagos 100 € por sessão (até 3 dias, totalizando 12 800 €).
  • Pagamentos aprovados pelo comité de direção; justificados para garantir inclusão e reconhecer tempo.
  • Ferramenta de democracia deliberativa para debater prioridades, orientando mas não vinculando políticas.

O Governo andorrano alocou 34 908,37 € à Assembleia Cidadã 'Tracem el futur d’Andorra en un món que canvia', um processo deliberativo consultivo que envolve 50 cidadãos escolhidos por sorteio aleatório estratificado para garantir representatividade social.

A Secretária de Estado para a Igualdade e Participação Cidadã, Mariona Cadena, forneceu a discriminação numa resposta escrita ao Conselheira Geral Noemí Amador, vice-presidente do grupo Andorra Endavant. Amador tinha levantado preocupações sobre os fundamentos legais para pagar aos participantes 100 € por sessão e o custo global do processo.

O orçamento de 2025, no valor de 19 346,80 €, financiou a adaptação e impressão de materiais informativos, campanhas de comunicação e distribuição pública para destacar os principais desafios nacionais. Para 2026, 15 561,57 € cobriram 12 800 € em pagamentos aos participantes — fixados em 100 € por sessão para até três dias de seis horas, embora o montante final tenha ficado aquém do limite devido a ausências variáveis —, juntamente com 1963,38 € para refrescos, 567,44 € para custos de local e 391,50 € para estacionamento. As despesas de comunicação totalizaram 12 971 € para promover uma ampla participação pública na definição das prioridades futuras do país.

Um comité de direção, composto por dois representantes de cada um dos seguintes: Conselho Geral, comuns, governo e órgão de Supervisão Cidadã, mais dois presidentes imparciais, aprovou os pagamentos. Cadena justificou-os como uma forma de reconhecer o tempo e o esforço dos participantes, resolver conflitos de horários laborais ou pessoais e eliminar obstáculos financeiros à inclusão. Notou que a taxa estava alinhada com padrões internacionais, sendo «proporcional, coerente e razoável», em conformidade com a Lei 33/2021 sobre transparência e governo aberto.

Cadena apresentou a assembleia como uma ferramenta chave da democracia deliberativa, fomentando o debate coletivo sobre questões estratégicas para orientar — mas não obrigar — as escolhas políticas do governo ou do Conselho Geral. Elogiou o empenho dos participantes como um modelo de dedicação cívica que reforça a solidez institucional e os padrões democráticos.

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