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Politica·

Governo propõe duplicar aumento do salário mínimo baseado no IPC para cerca de 1514 €

O plano, com base na inflação estimada de 2,9-3% no final do ano, elevaria o mínimo mensal de 1431 € para 1514-1516 €, dependendo dos dados de dezembro e aprovação do conselho, em meio a impasse entre patrões e sindicatos.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicAltaveuBon DiaARADiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Proposta: aplicar o dobro do IPC anual (≈5,8–6,0%) ao salário mínimo, elevando o salário mensal de 1431 € para ~1514–1516 €.
  • Decisão provisória pendente da inflação de dezembro; governo pode impor teto se a inflação exceder 7%.
  • Empregadores e sindicatos falharam acordo sobre política salarial mais ampla; governo limita ação ao mínimo; outros aumentos à negociação coletiva.
  • CES acordou que lojas podem abrir no Dia da Constituição (14 de março) se os trabalhadores receberem compensação legal: pagamento triplo ou dois dias compensatórios.

O governo levará uma proposta ao Conselho de Ministros de quarta-feira próxima para aumentar o salário mínimo legal pelo dobro do índice de preços ao consumidor (IPC) anual, disse a ministra da Presidência, Economia, Empresas, Trabalho e Habitação, Conxita Marsol, após uma reunião do Conselho Económico e Social (CES).

O IPC de novembro foi de 2,8%, e o governo estima a inflação no final do ano em cerca de 2,9-3,0%. Duplicar essa fasquia implicaria um aumento do salário mínimo de cerca de 5,8-6,0%. Aplicado ao mínimo mensal atual de 1431 €, isso elevaria o salário para cerca de 1514-1516 €. Marsol sublinhou que a decisão não é final e que a inflação de dezembro — um mês que pode empurrar o índice para cima — será tida em conta antes da aprovação da medida.

Os empregadores e os sindicatos não chegaram a acordo no CES sobre uma política salarial mais ampla. O principal sindicato, Unió Sindical d’Andorra (USdA), exigiu que o aumento do IPC fosse aplicado a todos os salários para compensar a perda de poder de compra; a Confederació Empresarial Andorrana (CEA) rejeitou essa proposta. O USdA reiterou também apelos de longo prazo por um salário mínimo muito mais elevado, propondo em certa altura um piso de 2500 €, enquanto o sindicato da educação pública disse que não há dados setoriais suficientes para negociações significativas.

Dada a falta de consenso, o governo pretende atuar apenas no salário mínimo e deixar os ajustes para outras escalas salariais à negociação coletiva entre empregadores e sindicatos. Onde não houver acordo, as empresas individuais decidirão se aplicam aumentos.

A CEA alertou que aumentos salariais sozinhos não resolvem as pressões no mercado habitacional e advertiu contra colocar todo o ónus do ajustamento nos empregadores, dizendo que empurrar o mínimo acima da inflação para se aproximar de 60% do salário médio seria difícil para muitas empresas. Marsol reconheceu o impacto potencial nas empresas e disse que o governo poderia considerar impor um teto ao aumento se a inflação disparasse acima de 7%, um cenário que descreveu como improvável. Notou também que os aumentos do mínimo tendem a exercer pressão ascendente sobre outros níveis salariais e citou dados que mostram o salário médio a subir substancialmente este ano.

A reunião do CES chegou também a acordo sobre a abertura de lojas e outros estabelecimentos no Dia da Constituição do próximo ano, que calha a sábado, 14 de março. Sindicatos e empregadores aceitaram que as empresas possam abrir nesse dia desde que seja respeitada a compensação legal para os trabalhadores: pagamento triplo pelo trabalho no feriado ou dois dias compensatórios.

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