Voltar ao inicio
Politica·

Grupo Feminista Exige Oficinas de Educação Sexual nas Escolas Andorranas em Meio ao Aumento da Violência de Género

Acció Feminista pede educação sexual-afetiva expandida nas escolas após um aumento de 18% nos casos de abuso, atribuindo a subida à maior consciencialização.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • 207 casos abertos de violência de género em Andorra este ano, aumento de 18% face ao ano anterior.
  • Aumento devido a maior consciencialização e medidas judiciais que incentivam denúncias.
  • Grupo saúda a tendência como sinal de empoderamento das mulheres para denunciar abusos.
  • Apela a oficinas de educação sexual-afetiva nas escolas para prevenir futuros incidentes.

O grupo feminista Acció Feminista apelou à expansão de oficinas de educação sexual-afetiva nas escolas andorranas, citando um acentuado aumento nos casos reportados de violência de género.

O apelo segue um relatório do Ministério Público que destaca 207 casos abertos de abuso e violência de género este ano — um aumento de 18% em relação ao ano anterior. Representantes da associação atribuem o aumento maioritariamente a uma maior consciencialização e a medidas judiciais que incentivaram mais mulheres a apresentar queixas.

«O que antes era um iceberg com apenas a ponta visível agora mostra um muito maior», afirmou o grupo, enfatizando que os números refletem esforços bem-sucedidos de sensibilização pública. Casos anteriormente ocultos de violência de género estão agora a ser reportados com mais frequência, graças a respostas legais mais fortes e campanhas de sensibilização social.

A Acció Feminista acolhe esta tendência como prova de que as mulheres se sentem empoderadas para denunciar abusos, mas sublinha a necessidade de ação contínua para erradicar o que descreve como uma praga social. Uma recomendação chave é a introdução de educação sexual-afetiva abrangente nas escolas através de oficinas dedicadas.

«Todos falam da educação como a via para combater esta praga, mas a educação sexual-afetiva não chega às salas de aula», disse a associação. Apela às autoridades que priorizem esses programas para abordar as causas raízes e prevenir incidentes futuros.

Partilhar o artigo via