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Politica·

IDHA Pressiona por Acusação Completa no Caso BPA por Alegado Enredo do Estado Espanhol

Instituto de Direitos Humanos de Andorra pede acusação criminal, citando provas de orquestração pelo governo espanhol na intervenção no banco BPA em 2015.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • IDHA pede acusação completa com base no depoimento de Villarejo implicando Rajoy, Fernández Díaz e Martínez na operação BPA.
  • Ex-ministros andorranos Cinca e Saboya confirmam pressão política espanhola e reuniões com Rajoy e Montoro.
  • Novas provas: notas de Villarejo, e-mails urgentes 'ANDORRA. Cierre ya' e gravações da BPA.
  • Pede comissões rogatórias a Espanha/EUA para documentos ligando Sepblac, FinCEN a casos de lavagem de dinheiro.

O Instituto de Direitos Humanos de Andorra (IDHA) pediu formalmente ao juiz de instrução para converter os autos preliminares do caso BPA numa acusação criminal completa, com base em novas provas e depoimentos de testemunhas adicionados nos últimos meses.

Numa submissão datada de 18 de dezembro, o IDHA argumenta que a intervenção na Banca Privada d'Andorra (BPA) em 2015 foi uma operação orquestrada pelo Estado, liderada pelo governo espanhol sob Mariano Rajoy de 2012 a 2015. Acusa coordenação envolvendo o Ministério do Interior de Espanha, o Centro Nacional de Inteligência (CNI), a unidade de inteligência financeira Sepblac e várias forças policiais.

O pedido baseia-se no depoimento do ex-comissário José Manuel Villarejo, que afirmou que a operação resultou de ordens diretas do complexo presidencial da Moncloa. Villarejo identificou o ministro do Interior Jorge Fernández Díaz e o secretário de Estado Francisco Martínez como figuras-chave. Referiu atividades de contra-vigilância, comunicações com a agência norte-americana FinCEN e documentos classificados agora guardados nos servidores do Tribunal Nacional de Espanha, Juzgado de Instrucción n.º 6, no caso Tándem.

Antigos ministros andorranos Jordi Cinca e Gilbert Saboya também prestaram depoimento, reconhecendo alegadamente pressão política e diplomática das autoridades espanholas entre 2012 e 2014. A submissão do IDHA detalha os seus relatos de reuniões com Rajoy, Cristóbal Montoro e outros, incluindo um encontro pós-intervenção com Íñigo Fernández de Mesa, então secretário de Estado da Economia e ex-presidente da Sepblac. Saboya confirmou alegadamente o interesse repetido de Espanha em controlar o banco andorrano.

Novas provas incluem notas de inteligência assinadas por Villarejo, e-mails com mensagens urgentes como "ANDORRA. Cierre ya" (Andorra. Fecha já), e confirmação de gravações envolvendo Joan Pau Miquel, então conselheiro delegado da BPA. O IDHA considera que isto aponta para papéis coordenados sugestivos de associação ilícita.

O instituto pede também comissões rogatórias internacionais a Espanha e aos EUA para e-mails, notas de inteligência, gravações e documentos trocados entre a Sepblac, a FinCEN e a unidade Uifand de Andorra. Estes terão suportado a notificação contra a BPA em março de 2015, ligada a casos como Petrov, Emperador e PDVSA.

O advogado Alfons Clavera, que representa o IDHA, quer notificação formal a todas as partes dos crimes investigados — incluindo coação, ameaças condicionais, chantagem, falsificação de documentos, associação ilícita e coação a órgãos constitucionais — e das acusações específicas contra eles. A iniciativa visa anular uma rejeição anterior da queixa e lançar uma investigação completa.

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Fontes originais

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