Instituto da Mulher Andorrano Apoia Governo na Despenalização do Aborto Apesar de Ausência de Consulta
O IAD manifesta confiança na promessa do governo de despenalizar o aborto, citando os compromissos com a ONU, mesmo sem receber o texto do projecto ou contributos.
Pontos-chave
- Presidente do IAD Judith Pallarés defende confiança na promessa de despenalização reportada à ONU pelo governo.
- Instituto optimista quanto ao progresso apesar de problemas de calendário e ausência de texto do projecto partilhado.
- Debate enquadrado como mudança há muito devida após a constituição, com IAD pronto para contributos parlamentares.
- Incerteza sobre o calendário persiste face à discricionariedade do governo e constrangimentos políticos.
O Instituto da Mulher Andorrano (IAD) reiterou a sua confiança no trabalho do governo para despenalizar o aborto na segunda-feira, apesar de não ter recebido texto do projecto nem consulta durante o processo.
A presidente do IAD, Judith Pallarés, defendeu esta posição durante a sua comparecência perante a Comissão de Assuntos Sociais do Conselho Geral. Ela sublinhou a fé do instituto na promessa do executivo, especialmente após este ter informado o Comité de Direitos Humanos da ONU dos seus esforços em matéria de despenalização. «Quando o governo faz uma declaração directa aos Estados-membros, entendemos que isso implica uma clara responsabilidade política», disse ela, realçando o peso desse compromisso.
Pallarés enquadrou o debate como centenário, remontando à entrada em vigor da constituição. «Temos tido calma suficiente desde a constituição», observou ela, descrevendo a fase actual como uma mudança genuína com esforços concretos em curso. O IAD mantém-se optimista quanto a algum progresso legislativo, mesmo perante referências do governo a questões de calendário e constrangimentos políticos. «A legislatura não terminou», apontou Pallarés, acrescentando: «Esperamos e solicitamos que possa ser realizada, pelo menos.»
Ela destacou a abertura do debate como um grande passo em frente, em linha com recomendações internacionais e centrado nos direitos das mulheres. «Considerámos necessário discutir o que está actualmente em debate ao nível social e institucional», explicou Pallarés. Sobre a ausência de consulta — apesar do mandato consultivo do IAD —, reconheceu a discricionariedade total do governo na elaboração. Ainda assim, espera que surja um texto para processo parlamentar, onde o instituto está pronto para contribuir. «Gostaríamos de participar», concluiu ela.
Persiste a incerteza sobre se a despenalização poderá avançar neste mandato, com as garantias internacionais do governo em contraste com a opacidade doméstica em relação a prazos e transparência.
Fontes originais
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