Jean-Louis Valls aposenta-se após 11 anos à frente da cooperação transfronteiriça nos Pirenéus
Após expandir as iniciativas da CTP em clima, saúde, cultura e envolvimento juvenil entre França, Espanha e Andorra, o diretor Valls reforma-se.
Pontos-chave
- Expandiu pessoal da CTP de 11 para 22; adicionou património de muros de pedra seca, hidrogénio renovável e fórum anual de jovens.
- Avançou cooperação em saúde com acordo de 2025 para ambulâncias entre Catalunha e Occitanie.
- Elevou perfil internacional via estatuto da ONU de Andorra para estratégia climática pirenaica na COP.
- Defende hospitais partilhados, línguas vizinhas e elétrico Andorra-La Seu para reduzir barreiras e aumentar PIB.
Jean-Louis Valls reforma-se este verão após 11 anos como diretor da Comunidade de Trabalho dos Pirenéus (CTP), um organismo público de cooperação transfronteiriça sediado em Jaca, Aragão. A organização reúne as regiões francesas de Occitanie e Nova Aquitânia, as comunidades autónomas espanholas da Catalunha, Aragão, Navarra e País Basco, e Andorra.
Valls assumiu quando as principais atividades da CTP se limitavam ao programa europeu transfronteiriço Poctefa e ao Observatório Pirenaico das Alterações Climáticas. Sob a sua direção, as operações expandiram-se significativamente, com o pessoal a crescer de 11 para 22. As iniciativas principais incluem agora projetos sobre muros de pedra seca como património cultural partilhado, promoção do hidrogénio renovável como fonte de energia verde e um fórum transpirenaico anual onde 70 jovens — 10 de cada território membro — discutem desafios comuns durante três dias. A CTP também avança a cooperação em saúde, destacando-se um acordo de novembro de 2025 assinado em Perpignan entre o Serviço de Saúde da Catalunha e a Agência Regional de Saúde de Occitanie, que permite a ambulâncias de emergência atravessar a fronteira.
Os objetivos do grupo centram-se em melhorar o bem-estar das populações fronteiriças, fomentar o sentido de pertença dos jovens ao território pirenaico, facilitar o acesso aos cuidados de saúde e preservar o património cultural, removendo gradualmente as barreiras à cooperação.
Valls destacou o estatuto único de Andorra como Estado, que impulsionou o perfil internacional da CTP. Isso permitiu apresentações da estratégia climática pirenaica na sede das Nações Unidas — onde Andorra é membro — e a participação em conferências climáticas iniciais da COP.
Apesar do nacionalismo crescente, Valls vê um forte interesse público na cooperação. Citou o hospital transfronteiriço de Cerdanya, em Puigcerdà, onde pacientes franceses procuram cada vez mais tratamento, como prova de que os serviços públicos partilhados superam as fronteiras. Em zonas como os Pirenéus ou Cerdanya, as fronteiras são há muito porosas, tal como os laços entre La Seu d'Urgell e Andorra.
Olhando para o futuro, Valls defendeu a promoção de línguas vizinhas para construir cooperação e o desenvolvimento de serviços públicos conjuntos, como hospitais partilhados maiores em vez de duplicar instalações de cada lado da fronteira. Um estudo da Comissão Europeia sugere que reduzir os obstáculos à cooperação em 20% — dos 300-400 atuais — poderia aumentar o PIB das regiões fronteiriças em 2% através da mutualização de serviços. A CTP financia um estudo de viabilidade para um elétrico ligando La Seu d'Urgell e Andorra, inspirado em linhas como a de Estrasburgo-Kehl entre França e Alemanha, ou hospitais partilhados na fronteira França-Bélgica.
As relações com Madrid e Paris mantêm-se positivas, incluindo uma participação fluida no acordo das ambulâncias. Valls referiu o tratado de Barcelona de 2023 sobre amizade e cooperação reforçada entre Espanha e França, que menciona a CTP várias vezes, como criando novas oportunidades para todos os membros.
Fontes originais
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