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Politica·

Parlamento Juvenil de Andorra Avança Propostas sobre Habitação, IA e Cuidados aos Idosos

Estudantes no 24.º Consell General dels Joves de Andorra debateram e refinaram seis projetos de lei sobre acessibilidade habitacional, regulação da IA e serviços aos idosos.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Projeto de habitação limita rendas a 500 €/mês para empresas, liga aumentos ao salário mínimo, visa 2027.
  • Propostas de IA exigem formação escolar, conformidade de dados, transparência, penalizações por abusos como roubo de identidade.
  • Serviços aos idosos buscam redes paroquiais equitativas para residências, centros de dia, apoio domiciliário face ao envelhecimento populacional.
  • Saúde mental digital exige rotulagem de imagens, limites a conteúdo tóxico, alertas de tempo; plano de desastres adiciona seguros, evacuações.

Estudantes no 24.º Consell General dels Joves de Andorra concluíram os debates em comissões sobre seis projetos de lei na quarta-feira, avançando propostas sobre acessibilidade habitacional, regulação da IA, serviços aos idosos, saúde mental digital e preparação para desastres naturais antes da sessão plenária de 25 de março.

O projeto de lei sobre habitação, liderado pela escola secundária de Encamp, visa limitar as rendas mensais médias a 500 € para empresas imobiliárias, ligando os ajustes aos níveis do salário mínimo após cobrir essenciais como alimentação, eletricidade e água. Reconhece variações por zona e procura, alertando que o turismo e residentes estrangeiros arriscam tornar o país acessível apenas a altos rendimentos. Empresas não conformes redirecionariam taxas excessivas para famílias, com uma segunda disposição a visar reduções em rendas inacessíveis. A implementação está prevista para 2027 após acordos com proprietários e governo. Nas comissões, os delegados acordaram 10 € por metro quadrado para propriedades centrais e bem conservadas. Maria Garrallà, da escola secundária de Ordino, notou que os pais discutem frequentemente os custos crescentes em casa, sublinhando a necessidade de tais medidas para garantir futuros à medida que os estudantes se aproximam da idade de arrendar. Susanna Vela, parlamentar que supervisionou os trabalhos, destacou o reconhecimento do grupo da habitação como um direito e não um ativo especulativo, afetando famílias e grupos vulneráveis.

As comissões, orientadas por Susanna Vela, Meritxell Alcobé, Marc Magallón, Noemí Amador, Núria Segués e outros, refinaram os restantes projetos de lei. Estudantes de Encamp propuseram formação obrigatória em bases de IA nas escolas, desenvolvimento de professores e ferramentas protetoras de dados. Delegados do Lycée Comte de Foix exigiram que a IA cumpra leis de dados, garanta transparência, respeite a dignidade humana, previna abusos como roubo de identidade com penalizações e promova literacia digital pública. Noa Lascurettes, do Lycée, exigiu sanções duras para aplicações prejudiciais como fraude de identidade, notando ao mesmo tempo o potencial da IA para ajudar nos trabalhos escolares se regulada.

Alunos do Lycée procuraram redes paroquiais equitativas de residências para idosos, centros de dia e apoio domiciliário para promover a autonomia face ao envelhecimento da população. As discussões alargaram isto para cuidados domiciliários e habitação supervisionada. Ona Goicoechea, da escola secundária de Santa Coloma, enfatizou cuidados abrangentes para os avós.

A Agora Andorra International School defendeu proteções para o bem-estar digital, exigindo que plataformas rotulem imagens filtradas, proíbam recomendações tóxicas a menores como dietas extremas e forneçam limites de tempo com alertas de descanso para reduzir a ansiedade de comparação.

O Col·legi Sagrada Família defendeu um plano nacional de emergência com seguro de vida obrigatório para desastres, protocolos de evacuação, acordos entre vizinhos e estratégias adaptadas ao clima dada a afluência turística. Lascurettes apontou as crescentes ameaças climáticas e pressões demográficas.

Lançado em 2002, o programa envolve 28 alunos dos 14 aos 16 anos das escolas de Andorra, fomentando a compreensão legislativa através de comissões temáticas sobre educação e juventude. A IA e as redes sociais emergiram como temas recorrentes entre os grupos, com os estudantes a equilibrar os benefícios educativos face aos riscos para a privacidade e a saúde mental.

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