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Politica·

Lasne renova mandato de um ano como chefe da polícia de Andorra

Lasne, que sucedeu tranquilamente a Jordi Moreno, diz que as reformas recentes estabilizaram o corpo e procura continuidade enquanto pressiona por mais recursos.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Renovado por um ano após suceder Jordi Moreno; visa alinhar fim da direção com fim da legislatura.
  • Gerencia trabalho quotidiano de mais de 300 funcionários; lê todas as queixas e revê relatórios de incidentes pessoalmente.
  • Introduziu reformas que causaram tensão inicial mas estabilizaram; considera organigrama adequado para desafios futuros.
  • Quase 39 anos no corpo; alerta para criminalidade tecnológica e renovação geracional iminente; sucessão é decisão política.

Na reta final da sua carreira, Lasne renovou o seu mandato por mais um ano como chefe do corpo de polícia. Assumiu o cargo sem sobressaltos após a reforma antecipada de Jordi Moreno e afirma ter trazido um maior grau de pacificação ao serviço. Algumas das mudanças que introduziu há meses, que inicialmente causaram tensão em certos níveis, parecem ter estabilizado.

Gerencia o trabalho quotidiano de mais de trezentas pessoas, incluindo funcionários civis. Calmo e metódico, mantém um pequeno bloco de notas com algumas indicações chave, mas baseia-se no conhecimento detalhado: para se manter próximo da realidade do país, lê todas as queixas que o corpo recebe — muitas vezes dez ou mais por dia — atribuindo cada uma à unidade competente. Revê também os numerosos relatórios de incidentes apresentados pelos agentes e, quando necessário, faz trabalho administrativo nas tardes ou participa pessoalmente em operações específicas para apoiar os colegas e ver como o trabalho é realizado.

Antigo agente de patrulha, Lasne passou tempo em quase todas as unidades do corpo e afirma que essa experiência informa a sua abordagem. Avisa que quem entra na polícia só pelo salário está enganado: ser polícia é um trabalho de grande desgaste e dedicação e quem se junta deve ser atraído pelo próprio trabalho.

Lasne afirma que continua a pressionar por mais recursos humanos e materiais e considera que alguns dos postos agora criados poderiam e deveriam ter sido antecipados mais cedo. No entanto, julga o atual organigrama do departamento adequado para enfrentar os desafios futuros.

Espera continuidade para o próximo ano e pretende, se possível, alinhar o fim do seu mandato com o fim da legislatura política. Para além disso, recusa especular. A sucessão, insiste, é uma decisão política: não lhe cabe propor ou queimar nomes. Ao mesmo tempo, reconhece que uma renovação geracional é inevitável — muitos agentes aproximam-se do fim das suas carreiras e serão precisas substituições mais cedo do que tarde.

Com quase 39 anos no corpo — quase quatro décadas —, Lasne testemunhou a evolução do corpo ao lado de mudanças sociais e legais mais amplas. Afirma que o corpo se adaptou continuamente a ciclos em mudança, leis e tipos de crime e deve antecipar e ajustar-se a novos desafios. Estatísticas recentes apresentadas sob a sua liderança mostram que, embora a população tenha crescido, a segurança pública permanece um pilar fundamental e Andorra continua a ser um país seguro. No entanto, alerta que a evolução tecnológica trouxe novas formas de criminalidade e que as mudanças sociais também podem moldar ameaças futuras.

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