Voltar ao inicio
Politica·

Ministra da Justiça de Andorra Apela à Paciência no Plano Anticontrabando de Pas de la Casa

Molné admite que a iniciativa ainda não tem plena eficácia, destacando a sua implementação faseada com novas contratações policiais e reformas do Código Penal que exigem avaliação a médio e longo prazo.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Molné insiste que o plano anticontrabando precisa de tempo para os novos instrumentos funcionarem.
  • Recrutamento fechado para 15 polícias de fronteira dedicados, com 30 candidatos.
  • Reformas ao Código Penal iminentes para adicionar delitos específicos de contrabando.
  • Reforços temporários de outras unidades até a equipa especializada estar operacional.

A Ministra da Justiça, Ester Molné, apelou esta segunda-feira à paciência em relação ao plano anticontrabando do Governo em Pas de la Casa, insistindo que as suas medidas estão a ser implementadas de forma progressiva e exigem uma avaliação a médio e longo prazo.

Durante a cerimónia de tomada de posse da 58.ª promoção policial em Andorra la Vella, Molné admitiu que a iniciativa ainda não alcançou plena eficácia. Enfatizou que o plano de choque continua em curso, com resultados esperados apenas após o tempo permitir que os novos instrumentos legais e operacionais se consolidem. Um elemento central é a recrutação de 15 novos polícias dedicados à zona fronteiriça — um processo que encerrou ao meio-dia com cerca de 30 candidatos, segundo o Diretor Geral da Polícia, Bruno Lasne. «Esta é a medida mais importante que temos em movimento neste momento», disse Molné, notando que as contratações formarão uma unidade especializada focada exclusivamente no contrabando.

Molné destacou passos adicionais, incluindo uma iminente revisão parlamentar de reformas ao Código Penal que introduzem delitos específicos de contrabando. O Governo atualizou também recentemente os regulamentos sobre bens sensíveis, cujos efeitos estão ainda por avaliar. Explicou as limitações atuais do plano como resultado natural da sua implementação faseada. «Estas são medidas que devem ser executadas a longo prazo», acrescentou.

Lasne confirmou reforços em curso no local, provenientes da unidade de intervenção técnica, unidade de segurança cidadã e unidade de fronteiras e imigração. Estes servem como medida temporária até a equipa dedicada entrar em funcionamento, abrindo caminho para uma resposta mais robusta.

Partilhar o artigo via