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Politica·

Nenhuma mulher andorrana processada por aborto apesar da ilegalidade

Eloïsa Ortega, da Stella Mons, revela zero processos por cerca de 140 abortos no ano passado, em meio ao debate sobre despenalização, embora o grupo se oponha à mudança.

Sintetizado a partir de:
ARA

Pontos-chave

  • Nenhuma mulher processada por aborto em Andorra apesar da lei
  • Cerca de 140 abortos registados no ano passado, zero penas
  • Stella Mons opõe-se à despenalização, citando dano ao feto
  • Declarações na Ràdio Nacional para acalmar tensões no debate

Eloïsa Ortega, presidente da associação de mulheres cristãs Stella Mons, afirmou que nenhuma mulher em Andorra foi alguma vez processada por ter recorrido ao aborto, apesar de o procedimento continuar ilegal ao abrigo da lei atual.

Ortega fez estas declarações durante uma entrevista no programa *Avui serà un bon dia* da Ràdio Nacional, com o objetivo de acalmar as tensões no debate em curso sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Citou dados oficiais do ano passado, que registaram cerca de 140 mulheres que abortaram. Segundo Ortega, nenhum destes casos deu origem a ações judiciais ou penas.

Enfatizou que, embora a legislação andorrana preveja a punição pelo aborto, esta nunca foi aplicada na prática. A Stella Mons, que representa mulheres católicas, opõe-se firmemente tanto ao aborto como à sua despenalização. As membros do grupo argumentam que o procedimento afeta não só o corpo da mulher, mas também o de outro ser — a criança potencial.

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