Concórdia Exige Reversão do Nomeamento de Calvó na FEDA por Escândalo de Portas Giratórias
Líder da oposição andorrana Cerni Escalé critica o nomeamento de Sílvia Calvó, chefe de gabinete do PM Espot, como diretora da empresa estatal de energia FEDA.
Pontos-chave
- Escalé exige reversão do cargo de Calvó na FEDA devido às ligações aos Demòcrates e ao cargo de chefe de gabinete.
- Cita padrão: 7 dos últimos 8 nomeamentos para ex-ministros ou afiliados da coligação.
- Espot rejeita o apelo, confirma legalidade pela lei da FEDA, elogia expertise energética de Calvó.
- Ambos concordam na necessidade de especialistas técnicos, mas divergem sobre concursos públicos.
Cerni Escalé, líder do grupo parlamentar da Concórdia, exigiu que o governo da Andorra reverta o nomeamento de Sílvia Calvó como diretora-geral da Forces Elèctriques d’Andorra (FEDA), descrevendo-o como um movimento antiético de «portas giratórias» face ao seu atual cargo de chefe de gabinete do chefe do Governo Xavier Espot e à sua filiação nos Demòcrates.
A disputa surgiu durante uma sessão de quinta-feira no Consell General, em Andorra la Vella, onde Escalé defendeu um concurso público para preencher o posto deixado vago pelo diretor em reforma Albert Moles. Reconhecendo as qualificações e experiência de Calvó, argumentou pela maior transparência e abertura nas seleções para aceder a um talento mais amplo e evitar a politização de agências independentes. Citou um padrão nos nomeamentos recentes do governo, notando que sete dos últimos oito foram para ex-ministros ou afiliados dos Demòcrates ou partidos da coligação maioritária. «Nomear a sua mão-direita é algo que não devia acontecer no nosso país», disse Escalé. «É uma conduta indigna de um Estado como o nosso.»
Espot rejeitou de imediato o apelo, afirmando que o executivo «não vai recuar, e certamente não porque você o diz». Insistiu que o nomeamento seguiu o artigo 11 da lei da FEDA, que atribui a seleção da liderança ao governo sem exigir concursos públicos. Espot explicou que o mandato de Moles fora prolongado até 2026, com preparativos a começar seis meses antes da sua reforma. Defendeu a adequação de Calvó, sublinhando a necessidade da FEDA de um líder que combine competências técnicas com visão estratégica e política — como negociar contratos de compra antecipada de energia para proteger os clientes das oscilações do mercado e avançar a transição energética. Espot destacou as contribuições dela, incluindo como ministra do Ambiente durante a aprovação da lei de transição energética e ação climática.
Contrariando acusações de favoritismo, Espot disse que nunca verifica filiações partidárias e manteve diretores apolíticos do anterior governo social-democrata em entidades como a Andorra Telecom, a AFA e a AREB. Desvalorizou os concursos públicos como exercícios «rocambolescos» desnecessários para dar aparências e instou Escalé a propor alterações legais se discordasse.
Nas respostas, Escalé insistiu na necessidade de processos públicos nas agências independentes. Espot concordou em reforçar os conselhos com especialistas técnicos, referindo planos para priorizar esses perfis na vaga de Calvó como chefe de gabinete e noutras aberturas. Escalé manteve a pressão por recrutamento aberto para garantir os melhores candidatos.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- El Periòdic•
Escalé critica el procediment del nomenament de Calvó a FEDA i demana més transparència en les designacions
- Bon Dia•
Espot defensa la necessitat d’un perfil alhora tècnic i polític per dirigir FEDA
- Diari d'Andorra•
Xoc entre Espot i Escalé pels nomenaments de càrrecs públics
- ARA•
Concòrdia demana fer marxa enrere amb el nomenament de Calvó a FEDA