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Politica·

Tribunal de Subornos da Odebrecht no Panamá Conclui, Aguardando Sentença

Após 24 dias de audiências, a juíza Baloisa Marquínez encerrou o processo contra o ex-Presidente Martinelli e mais de 20 arguidos por branqueamento de capitais ligado.

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Julgamento terminou após 24 dias; juíza decidirá para além do limite de 30 dias devido à complexidade.
  • Arguidos incluem ex-Presidente Martinelli (à distância) e ex-ministros de 2009-2014.
  • Procuradores pedem condenações para 16, citando DOJ dos EUA, polícia andorrana, provas brasileiras.
  • Odebrecht admitiu 788 milhões de dólares em subornos na América Latina; investigação no Panamá desde 2015.

O julgamento no Panamá sobre as alegações de subornos da Odebrecht concluiu na sexta-feira, com o tribunal agora a aguardar a decisão de sentença da juíza.

Após 24 dias de audiências, a juíza Baloisa Marquínez encerrou os trabalhos após os argumentos finais das defesas de mais de 20 arguidos acusados de branqueamento de capitais. Entre eles estão o ex-Presidente Ricardo Martinelli e vários ex-ministros do seu governo de 2009-2014. A juíza disse que usaria o prazo legal alargado — para além de 30 dias — para emitir o acórdão, dada a complexidade do caso.

Os trabalhos, que começaram a 12 de janeiro, enfrentaram até seis adiamentos desde 2023, incluindo atrasos devido à falta de assistência judiciária internacional do Brasil e dificuldades em notificar Martinelli. O ex-presidente, que tem asilo na Colômbia, participou à distância. Mais de 30 pessoas estão sob investigação, incluindo os ex-Presidentes Martinelli e Juan Carlos Varela.

Os procuradores alegam que a Odebrecht pagou subornos para obter contratos de obras públicas, com fundos alegadamente desviados para financiamento político. Os argumentos finais basearam-se em provas do Departamento de Justiça dos EUA, polícia andorrana e declarações de colaboradores brasileiros. A acusação pede condenações para 16 arguidos e compensação financeira ao Estado panamiano.

A investigação teve origem em 2015 e reabriu-se em 2017 após a Odebrecht admitir perante as autoridades dos EUA que pagou 788 milhões de dólares em subornos na América Latina, incluindo no Panamá.

O escândalo tem uma ligação andorrana: as autoridades locais investigaram o fundador da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, por alegados pagamentos de subornos a funcionários latino-americanos no valor de até 237 milhões de euros. Essas comissões ilícitas foram alegadamente canalizadas através de contas opacas no extinto Banca Privada d'Andorra (BPA).

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Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: