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Politica·

Parlamento Europeu Aprova Relatório sobre Acordo de Associação entre Andorra-San Marino

Parlamento Europeu endossa relatório intermédio sobre pacto abrangente da UE com microestados, garantindo amplo apoio à integração no mercado único e.

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Bon DiaEl PeriòdicAltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Voto do Parlamento: 552 a favor, 24 contra, 75 abstenções, após aprovação da AFET por 56-3.
  • Pacto oferece acesso gradual ao mercado único, alinhamento em política externa e sanções.
  • Enfatiza pacto exclusivo da UE para ratificação rápida; monitoriza aplicação do direito.
  • Governo de Andorra acolhe resultado apesar de oposição doméstica sobre transparência.

O Parlamento Europeu aprovou na quarta-feira um relatório intermédio sobre o acordo de associação UE-Andorra-San Marino, com 552 votos a favor, 24 contra e 75 abstenções.

Este endorsement em sessão plenária baseia-se no voto da Comissão dos Assuntos Externos (AFET) de 56-3 com cinco abstenções, reforçando o amplo apoio transversal entre partidos. A relatora Željana Zovko descreveu-o como o pacto mais extenso da UE com países terceiros, abrangendo cooperação para além do acesso ao mercado único. Notou que Andorra e San Marino são vizinhos próximos que partilham valores democráticos, compromissos multilaterais e alinhamento com a Política Externa e de Segurança Comum da UE, incluindo sanções. O relatório enquadra o acordo como mutuamente benéfico, oferecendo integração gradual no mercado único semelhante aos países do Espaço Económico Europeu, ao mesmo tempo que considera a escala única dos microestados. Promove prosperidade, estabilidade e laços mais profundos em meio a mudanças geopolíticas, com base em interesses comuns.

A resolução sublinha igualmente manter o acordo como um "pacto exclusivo da UE" para uma ratificação mais rápida, insta ao acompanhamento contínuo da aplicação do direito da UE dada a limitada capacidade dos Estados, e saúda a possível participação futura de Mónaco após suspensão das negociações. As salvaguardas enfatizam o cumprimento rigoroso das regras contra o branqueamento de capitais e uma supervisão financeira robusta, com possibilidade de suspensão do acesso ao mercado de serviços financeiros em caso de deficiências.

O voto avança o processo nos termos dos tratados da UE, em que o Parlamento concede consentimento final após autorização do Conselho para assinatura e finalização pela Comissão. O Conselho poderá adotar a sua posição até março, simplificando o caminho do acordo misto — que requer aprovação unânime dos Estados-Membros. Mudanças recentes incluem o apoio de Portugal a 7 de janeiro ao lado de França, seguido por Itália e Alemanha. Espanha ainda não o endossou formalmente, embora o apoio seja esperado para acelerar os trabalhos.

O governo de Andorra acolheu o resultado como prova de consenso parlamentar e referiu negociações institucionais paralelas em San Marino. Domésticamente, persiste a oposição: o membro do Conselho Nacional Jaume Bartumeu, dos Progressistes-SDP, disse na terça-feira que o Pacto de Estado sobre o acordo "falhou" e está "a cansar a população", com sondagens a indicarem oposição ou indecisão maioritárias em meio a exigências de maior transparência.

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