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Politica·

Polícia andorrana nega interrogatório a crianças sobre estatuto imigratório

Polícia rejeita acusações de interrogar menores para verificações imigratórias familiares, em meio a receios da comunidade, destacando intervenções de bem-estar e protocolos legais.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicAltaveuBon DiaARA

Pontos-chave

  • Diretor da polícia Bruno Lasne afirma que agentes não podem interrogar menores sem progenitor/tutor e advogado.
  • Incidentes envolvem verificações de bem-estar, como acompanhar rapaz à escola em multidões, não investigações imigratórias.
  • Grupo Argentinos en Andorra reportou mais de 5 casos de crianças paradas a caminho da escola.
  • Autoridades afirmam conformidade com convenção da ONU sobre direitos da criança, focando proteção de vulnerabilidades.

**Polícia andorrana nega interrogatório a crianças sobre estatuto imigratório em meio a preocupações da comunidade**

A polícia de Andorra rejeitou firmemente as alegações de que os agentes estão a interrogar menores para verificar o estatuto imigratório das suas famílias, insistindo que tais práticas não se coadunam com os seus protocolos. A negação surge após um alerta nas redes sociais da associação Argentinos en Andorra a 14 de janeiro, que instou as famílias a reportar casos de autoridades a parar crianças em público e a fazer perguntas sem a presença de um adulto. Isto gerou relatos de pelo menos cinco casos, maioritariamente envolvendo crianças a caminho da escola, principalmente em Pas de la Casa.

O diretor da polícia, Bruno Lasne, disse ao Diari d'Andorra que todos os agentes recebem formação específica sobre o tratamento de menores ao abrigo da lei andorrana, que exige a presença de um progenitor ou tutor e de um advogado para qualquer interrogatório formal. «Toda a força entende que não pode interrogar crianças, e não o fazemos», afirmou. Lasne enfatizou que não há instruções para visar menores em verificações imigratórias, mas os agentes devem intervir se uma criança parecer vulnerável — como estar sozinha tarde da noite em zonas como Prat del Roure em Escaldes-Engordany, vestida de forma inadequada para o frio, ou envolvida em pequenos furtos.

Incidentes específicos destacam a disputa. A 3 de junho, uma patrulha em prevenção na zona escolar em Pas de la Casa avistou um rapaz a caminhar sozinho no meio de multidões turísticas. Os agentes, estimando a sua idade em 5-6 anos em vez dos 10 reais, acompanharam-no a pé até à escola andorrana — não de carro patrulha, como alguns relatos afirmaram — para garantir o seu bem-estar. O pessoal da escola esclareceu que tinha autorização dos pais para ir sozinho, forneceu contactos da família e recebeu mais tarde uma chamada positiva da polícia a aconselhar supervisão em condições de grande afluência. Os pais têm autorizações de residência, mas o rapaz estava registado irregularmente.

Outros casos incluem duas meninas de 10 anos questionadas a caminho da escola sobre documentação e estatuto laboral dos pais, deixando-as angustiadas; a polícia contactou depois as famílias. Numa inspeção separada a um hotel a 6 de janeiro, os agentes encontraram duas raparigas de 16 anos a trabalhar sem autorizações laborais — apesar de residência válida —, resultando numa multa à empresa, sem interrogatório direto às raparigas.

Num comunicado, a polícia esclareceu que «não aborda diretamente menores em momento algum para recolher informação imigratória», chamando-lhe «não o nosso estilo, nem o será». As intervenções visam unicamente identificar crianças e contactar tutores legais por motivos de segurança. A força reiterou isto na sexta-feira, negando relatos publicados de interrogatórios ou de forçar crianças a entrar em veículos.

A comunidade argentina, especialmente em Pas de la Casa, expressa inquietação, vendo os encontros como stressantes e violadores de direitos, embora não se oponha à aplicação da lei imigratória em si. A conselheira de Andorra Endavant, Carine Montaner, apoiou os esforços policiais no Instagram, apelando a «tolerância zero» nas entradas irregulares para restabelecer a ordem.

As autoridades destacam o cumprimento da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, ratificada por Andorra, que impõe salvaguardas para menores em contactos oficiais. A polícia mantém uma «sensibilidade especial» para com as crianças, equilibrando segurança com proteção.

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