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Politica·

Partido Progressistes de Andorra vai sair do Pacto de Estado da UE por frustrações

Antigo chefe do Governo Jaume Bartumeu critica a má comunicação e transparência nas negociações, defendendo integração direta sem referendo.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Progressistes-SDP vai sair do Pacto de Estado na próxima semana por mau manejo do acordo com a UE.
  • Bartumeu expressa zanga com má comunicação, transparência e defesa de interesses.
  • Presidente do partido Josep Roig anuncia saída e motivos na quarta-feira.
  • Bartumeu defende associação direta com a UE e opõe-se ao referendo dos Demòcrates.

Jaume Bartumeu, antigo chefe do Governo e figura proeminente dos Progressistes-SDP, expressou profunda frustração com o manejo do acordo de associação de Andorra com a União Europeia. «Estou muito zangado, estamos muito zangados», afirmou, expressando o descontentamento partilhado pelo seu partido quanto à gestão do acordo no âmbito do Pacto de Estado.

Os Progressistes preparam-se para sair do pacto, que reúne vários grupos políticos para supervisionar as negociações com Bruxelas. Embora Bartumeu não tenha confirmado a saída de forma direta, indicou que a decisão já foi tomada. O partido planeia formalizá-la na próxima reunião do órgão de monitorização, na próxima semana. Josep Roig, presidente formal do partido e o seu representante no pacto, deve anunciar a saída aos restantes membros na quarta-feira e explicar os motivos.

Bartumeu critica o processo há muito, apontando a má comunicação, a falta de transparência e a defesa inadequada dos interesses de Andorra. Como observador ativo nas negociações, tem repetidamente visado Landry Riba, Secretário de Estado para as Relações com a UE e chefe da delegação negociadora de Andorra.

Fervoroso defensor de uma integração europeia mais profunda, Bartumeu — conhecido pelas suas extensas contactos em Bruxelas, incluindo ligações a políticos de San Marino que negociaram um acordo paralelo — prefere um caminho de associação direta. Opõe-se ao referendo prometido pelos Demòcrates, argumentando que é desnecessário.

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