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Politica·

PS condiciona negociações com Concòrdia à exclusão de Rosa Gili

O Partido Social Democrata exige que Rosa Gili fique fora de qualquer lista eleitoral como pré-condição para um pacto pré-eleitoral com a Concòrdia.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • PS insiste que Rosa Gili não apareça em nenhuma lista eleitoral nas negociações com Concòrdia.
  • PS procura também impedir qualquer ligação formal de Gili a futuros cargos (considerado mais especulativo/a longo prazo).
  • Rupturas remontam à saída de Gili do PS, disputa de quotas e caso David Pérez no conselho de Escaldes.
  • Filiação partidária da vereadora Maria Carriço é incerta; PS removeu-a de grupos internos e pode propor expulsão.

O Partido Social Democrata (PS) estabeleceu uma condição firme nas negociações pré-eleitorais com a Concòrdia: Rosa Gili, a síndica (cònsol) de Escaldes e figura considerada próxima do movimento de Cerni Escalé, não pode aparecer em nenhuma lista eleitoral. Fontes do partido afirmam que o PS também pretende impedir qualquer ligação formal entre Gili e possíveis cargos futuros, embora esta última restrição seja considerada mais especulativa e a longo prazo.

Os social-democratas e a Concòrdia têm explorado alguma forma de acordo antes das próximas eleições gerais, com o objetivo de desafiar os dominantes Democratas. Um modelo possível mencionado são listas territoriais conjuntas, com cada partido a defender o seu próprio programa nacional — um arranjo tático reminiscente do pacto PS-Liberais em 2019, que se revelou eleitoralmente eficaz na altura.

As tensões em torno de Gili remontam à sua saída do PS, que deixou uma má impressão junto de uma parte significativa da liderança e dos militantes do partido. Uma disputa anterior sobre quotas aprofundou ainda mais o descontentamento, e figuras seniores do PS recusam-se reportedly a trabalhar com ela. O chamado caso «David Pérez» no conselho comunal de Escaldes agravou a situação, levando os líderes do partido a traçar uma linha clara quanto à participação de Gili em qualquer aliança potencial com a Concòrdia.

O caso David Pérez está atualmente inativo; Pérez transitou para o grupo misto e o PS abandonou formalmente a maioria Consens no conselho comunal. Apesar da mudança no alinhamento parlamentar, a composição e o funcionamento da administração comunal continuam em fluxo.

A vereadora Maria Carriço, que foi incluída na lista de dezembro de 2023 como quota do PS, mantém as suas posições na maioria comunal e enfatizou publicamente a sua integração no governo e o desejo de conservar as suas responsabilidades. Não esclareceu, no entanto, a sua atual filiação partidária. Carriço aderiu ao PS em parte através de uma ligação pessoal com o presidente do partido, Pere Baró, e indicou reportedly interesse em aproximar-se da Concòrdia no passado, ao mesmo tempo que esperava não comprometer o seu papel comunal.

Dada a falta de posição clara de Carriço, o PS removeu-a dos seus grupos de mensagens internos e não excluiu propor a sua expulsão na próxima reunião da direção.

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