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Política·

PS de Andorra propõe 22 emendas para reduzir prisão preventiva

Social-democratas visam alinhar reformas penais com padrões do TEDH, limitando prazos de detenção, reforçando direitos médicos e promovendo reinserção.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveuBon Dia

Pontos-chave

  • Limita prisão preventiva a 2 meses para crimes menores (antes 6), restringe prorrogações para crimes graves.
  • Alinha direitos médicos com Convenção de Oviedo; detidos podem recusar tratamentos urgentes.
  • Atualiza regras de caução para proporcionalidade; adiciona incentivos de reinserção como reduções por bom comportamento.
  • Mantém direitos juvenis conforme UNCRC; preserva prisões por furto acima de 600 €, condução com drogas.

O Partit Socialdemòcrata (PS) de Andorra apresentou 22 emendas ao projeto de lei qualificado que revê as leis penais e penitenciárias — conhecido como o plano de 'choque' penitenciário —, com foco na redução da prisão preventiva para alinhar com a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e no reforço das salvaguardas para os detidos.

Os projetos, informados pela Associação Andorrana de Advogados (CAA), enfatizam os direitos dos detidos, medidas inclusivas e reinserção social. A presidente do grupo parlamentar do PS, Susanna Vela, qualificou a prisão preventiva como uma ferramenta «desproporcionada e abusiva» quando usada rotineiramente, afirmando que limites mais apertados reforçariam as proteções processuais e evitariam custódia prolongada sem condenação final.

Sob as emendas, a prisão preventiva por crimes menores limitar-se-ia a dois meses, em vez de seis. Para crimes graves, apenas uma prorrogação de dois meses seria permitida após o período inicial — em vez de três —, com o período pós-fechamento do caso reduzido para seis meses em vez de 12 após notificação da ordem de fecho.

As disposições médicas conformar-se-iam com a Lei dos Direitos e Deveres dos Utilizadores e Profissionais no Sistema de Saúde, bem como com a Convenção de Oviedo, em vigor em Andorra desde 1 de outubro de 2023. Os detidos manteriam o direito de recusar tratamentos urgentes que ponham em risco iminente a vida, em linha com o consentimento informado no artigo 13 da lei de saúde, independentemente da detenção.

As medidas para menores respeitariam a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, ratificada por Andorra em 1995. Embora não haja atualmente menores detidos, o PS sublinha salvaguardas contínuas.

Refletindo recomendações da CAA, o pacote atualiza a Secção 13a da Lei Qualificada de 1998 sobre Processo Penal, priorizando caução proporcional, salvaguardas de terceiros, bens não penhoráveis e apreensões preventivas.

Para apoiar a reinserção — objetivo central do sistema penitenciário —, o PS procura incentivos mais fortes, como reduções de pena por bom comportamento, para melhorar a gestão prisional e a convivência. Resiste à eliminação de opções de prisão para crimes como furto superior a 600 €, condução sob influência de drogas ou recusa de testes toxicológicos e alcoólicos, visando equilibrar direitos com segurança pública.

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