Psiquiatra Testemunha que Ex-Responsável pela Saúde de Madrid Sabia que Plano para Lares Falhou na COVID
Carlos Mur alertou Enrique Ruiz Escudero num email de março de 2020 para mortes evitáveis devido a apoio médico insuficiente em centros geriátricos, num depoimento chave nas investigações em curso.
Pontos-chave
- Mur enviou e-mail a Escudero a 20 de março de 2020, alertando que tratamento em lares 'não era viável' sem reforços, arriscando mortes evitáveis.
- Escudero sabia que programa de medicalização e protocolos de triagem do seu departamento falhavam.
- Mur testemunhou via videoconferência no Tribunal de Instrução n.º 37 de Madrid como arguido.
- Famílias das vítimas saúdam depoimento como prova chave para responsabilização de Escudero, apesar da imunidade senatorial.
Carlos Mur, psiquiatra a exercer em Andorra e antigo alto responsável da saúde no governo regional de Madrid, apontou Enrique Ruiz Escudero, o antigo conselheiro de Saúde da Comunidade de Madrid, no depoimento sobre mortes em lares durante a primeira vaga da COVID-19.
Mur, que anteriormente dirigiu o departamento de saúde mental no Hospital de Meritxell, em Andorra, disse ao juiz de instrução que Escudero sabia que o programa de medicalização nos lares não estava a funcionar. Indicou que os protocolos de triagem surgiram de um plano promovido pelo próprio departamento de saúde. Na altura, Mur era diretor-geral responsável pela supervisão de cuidados de saúde em residências.
Num e-mail datado de 20 de março de 2020, com cópia a Escudero e outros altos responsáveis, Mur alertou que tratar doentes nos centros geriátricos "não era viável" sem reforços médicos adequados. Sinalizou o risco de "um número significativo de mortes evitáveis".
Mur testemunhou por mais de uma hora via videoconferência perante o Tribunal de Instrução n.º 37 de Madrid. Esta foi a sua segunda aparição como arguido num dos vários processos nos tribunais de Madrid, decorrentes de queixas de famílias sobre mortes em lares de idosos na fase inicial da crise.
Associações que representam famílias das vítimas descreveram o depoimento de Mur como a prova mais forte até agora de possível responsabilidade política de Escudero, que não enfrenta acusações e beneficia de imunidade senatorial, o que significa que qualquer processo contra ele exigiria intervenção do Supremo. Os advogados das famílias ainda não pediram formalmente a sua implicação.
Fontes originais
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