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Politica·

São Marinho e Andorra celebram 30 anos de relações diplomáticas em caminhos divergentes para acordos com a UE

Delegações dos microestados discutiram acordos paralelos de associação à UE, com São Marinho pronto a assinar rapidamente com consenso amplo enquanto Andorra debate referendo em meio a oposição.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraEl PeriòdicBon DiaAltaveu

Pontos-chave

  • Delegação de São Marinho visita Andorra para celebrar 30 anos de diplomacia e alinhar negociações de associação à UE.
  • São Marinho visa assinatura rápida com amplo consenso; Andorra debate referendo em meio a oposição.
  • Acordo com a UE promete aumento de exportações e acesso para jovens, com riscos mínimos à soberania.
  • Pressões habitacionais diferem: 90% de proprietários em São Marinho vs. 30% em Andorra; apelos a campanhas de informação.

Uma delegação de São Marinho liderada pelo deputado Michele Muratori visitou na quinta-feira o Consell General de Andorra para assinalar 30 anos de relações diplomáticas entre os dois microestados. As discussões no grupo de trabalho interparlamentar centraram-se nas negociações paralelas de acordos de associação à UE, destacando paisagens políticas contrastantes: apoio unânime no Consiglio Grande e Generale de São Marinho face à divisão em Andorra.

Muratori, que preside à comissão parlamentar de assuntos estrangeiros de São Marinho, descreveu o acordo como «um mar de oportunidades» que não implica perda de competências estatais ou soberania. Enfatizou riscos mínimos e benefícios substanciais, especialmente para empresas ansiosas por expandir exportações para além de Itália. São Marinho planeia assinar primeiro, dispensando referendo devido ao amplo consenso e à falta de procura pública. Reconhecendo as preocupações andorranas com a habitação, Muratori apontou diferenças estruturais — 90% de proprietários em São Marinho contra 30% em Andorra — e propôs cláusulas de salvaguarda. Notou uma pressão semelhante no seu país devido a políticas que atraem reformados de altos rendimentos, que garantem rendas com depósitos, elevando os aluguéis de apartamentos de 80 m² para cerca de 1000 euros mensais.

A conselheira democrática Berna Coma, presidente da Comissão de Política Externa de Andorra e a falar pela maioria, classificou o acordo como «muito positivo» para a diversificação económica e para permitir que jovens andorranos vivam ou trabalhem na UE como se fossem membros. Avisou, no entanto, que atrasos na clarificação da sua natureza jurídica — mista ou outra — arrefeceram o apoio público e geraram dúvidas. «Quanto mais se espera, mais tempo as pessoas têm para pensar ou não ouvir nada, e surgem dúvidas», disse, recordando menos preocupações durante ações paroquiais há dois anos pelo chefe do governo e secretário de assuntos europeus. Coma defendeu uma forte campanha de informação antes do referendo, uma vez finalizado o texto pelo Conselho da UE, para garantir que os eleitores compreendam as suas características. Advertiu que não é uma panaceia — o seu sucesso depende de futuros governos — e enfatizou que cada país traça o seu caminho apesar das negociações conjuntas.

Ao contrário da unidade de São Marinho, os partidos da oposição andorranos Concòrdia e Andorra Endavant rejeitam o acordo. Ambas as delegações descreveram as sessões como «muito positivas» e «frutíferas», sublinhando como os pequenos Estados ganham influência através da cooperação internacional. O referendo de Andorra aguarda aprovação do Conselho da UE.

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