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Politica·

Seguro derrota o de extrema-direita André Ventura com fraca afluência de 49% devido ao mau tempo, devolvendo os Socialistas à presidência

após 20 anos e contrapondo-se ao Governo de centro-direita.

Sintetizado a partir de:
Diari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Seguro assegura ~65% com 87% dos boletins, afluência <49% devido a atrasos meteorológicos.
  • Substitui o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, primeiro socialista em 20 anos.
  • Portugueses em Andorra dão 77% (595/772 votos) a Ventura, contrariando tendência nacional.
  • Eleitores expressam polarização sobre desafios de Portugal e desejo de mudança.

O socialista português António José Seguro assegurou a vitória na segunda volta das presidenciais portuguesas, com cerca de 65% dos votos apurados com mais de 87% dos boletins, enquanto o líder da extrema-direita Chega, André Ventura, obteve cerca de 35%. A eleição registou uma afluência inferior a 49%, prejudicada por mau tempo severo que perturbou a votação em várias zonas e atrasou os escrutínios em alguns locais até a semana seguinte. Seguro substituirá o atual Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, devolvendo o Partido Socialista à presidência após 20 anos e criando um contrapeso à coligação de centro-direita liderada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

Em Andorra, a comunidade portuguesa voltou a mostrar forte apoio a Ventura, contrariando o resultado nacional. Dos 7564 eleitores recenseados — incluindo 23 votos antecipados —, 772 votaram no consulado geral ao longo de sábado 7 e domingo 8. Ventura recebeu 595 votos (77%), superior aos 69% (340 de 491) da primeira volta a 18 de janeiro, enquanto Seguro obteve 171 (22%). Uma fonte reportou 495 votos para Ventura (64%), mas os números finais do consulado confirmam a contagem mais elevada, juntamente com dois brancos e quatro nulos. As mesas de voto funcionaram das 8h às 19h nos dois dias, com os eleitores obrigados a mostrar o Cartão de Cidadão.

Sábado começou de forma estável, com mais de 60 eleitores até ao meio-dia em Altaveu, segundo relatos, e cerca de 100 até então por Diari d'Andorra, numa atmosfera calma. Susana Pereira, presidente da mesa de voto, descreveu a afluência como «bastante boa» comparada com eleições anteriores e esperava maior participação no domingo, citando os 491 votos da primeira volta como positivo. Não foram reportados incidentes.

Os eleitores expressaram polarização. Um jovem estreante apelou à «mudança total» após décadas de governação social-democrata e socialista. Outro sublinhou a mobilização face aos desafios de Portugal: «Portugal está mal». Um residente defendeu a rutura com a social-democracia. Persistiu o cepticismo, com um a lamentar que os políticos «prometem coisas e depois não fazem nada». No domingo, Maria Ribeiro, a votar com o companheiro, destacou o dever cívico: «Votar é uma grande responsabilidade e enquanto cidadãos temos de contribuir no que pudermos.»

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