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Politica·

Tribunal anula reclassificações de funcionários públicos pelo Governo por falhas processuais

Tribunal de Batllia anula reclassificações laborais de 2023-2024 para funcionários públicos, citando relatórios em falta, ausência de contributos do comité e outros incumprimentos.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Batllia anula reclassificações por falta de relatórios PwC, pontuação STRATA e omissão do comité.
  • Tribunal critica «défice de controlo» e negação de acesso a dados ao pessoal.
  • Rejeita substituição da PwC pelo Comité Técnico e de Organização exigido.
  • Função Pública reavaliará apenas 10 casos litigados; novo quadro regulatório em aprovação.

O Batllia anulou o processo de reclassificação laboral de 2023-2024 do Governo para funcionários públicos da administração geral, citando múltiplas falhas processuais do departamento de Função Pública, numa decisão que a administração não recorreu.

O tribunal ordenou uma nova avaliação da posição do requerente, seguindo procedimentos legais e o devido processo. Criticou os funcionários por aprovarem reclassificações sem detalhes essenciais, como os relatórios de avaliação detalhados da PwC e a pontuação segundo a sua metodologia STRATA — um sistema que o executivo ainda apoia, apesar de admitir um conhecimento limitado dos seus critérios na altura. Os juízes destacaram um «défice de controlo» num exercício que afeta os direitos dos funcionários públicos, notando que o Governo não teve acesso aos materiais encomendados e até negou pedidos dos funcionários para acederem a dados de avaliação, invocando «segredos» da consultoria.

A decisão rejeitou a substituição da PwC pelo Comité Técnico e de Organização exigido, cujos contributos consultivos — incluindo representantes sindicais sob regulamentos desatualizados — são legalmente obrigatórios. Os funcionários argumentaram que o comité era desnecessário, mas o Batllia considerou esta omissão suficiente para declarar a nulidade, pois a PwC excedeu-se em funções públicas como avaliações e decisões. As assinaturas formais nos outputs da PwC não curaram os defeitos, decidiu o tribunal, especialmente porque relatórios pós-processo judicial foram encomendados fora do contrato original.

Esta sentença de 20 páginas mina as afirmações anteriores do porta-voz do Governo, Guillem Casal, de que um novo processo produziria os mesmos resultados, ao questionar tanto o procedimento como a metodologia. Exige motivação completa ao abrigo do Código Administrativo, ausente aqui, deixando as promoções por explicar — algumas concedidas, outras negadas sem fundamentação verificável.

Em resposta, a Função Pública planeia reavaliar apenas as cerca de 10 causas litigadas em tribunal, minimizando o revés judicial enquanto insiste que os protocolos internos foram seguidos. Um novo quadro regulatório, em discussão com os sindicatos há cerca de um mês, está previsto para aprovação pelo conselho de ministros esta quarta-feira ou na próxima. Apesar das críticas do tribunal à transparência, não anexará critérios de avaliação e pontuação, embora os detalhes possam ser publicados separadamente antes. Fontes defendem consultores externos pela objetividade, alegando que os tribunais acederam à informação necessária — uma afirmação que as decisões refutam firmemente. Persiste a incerteza para o pessoal não litigante, pois o Batllia detetou falhas processuais claras nos casos examinados.

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