Sindicato andorrano exige indexação automática ao IPC para salários e pensões
USdA defende lei que ligue salários e pensões de reforma ao Índice de Preços no Consumidor para proteger o poder de compra face à inflação crescente.
Pontos-chave
- USdA exige indexação legal automática ao IPC de todos os salários para travar a erosão do poder de compra dos trabalhadores.
- Análise do sindicato ao CES conclui que a inflação ultrapassa os salários reais, especialmente nos rendimentos médios.
- USdA critica a negociação coletiva como ineficaz; muitas empresas privadas sem representação operária apesar de lucros crescentes.
- Sindicato exige indexação automática das pensões e apela ao Governo para adotar mecanismos obrigatórios ao estilo europeu.
A Unió Sindical d’Andorra (USdA) instou o Governo a introduzir mecanismos legais que obriguem todos os salários a serem ajustados automaticamente de acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC), argumentando que tal é necessário para proteger o poder de compra dos trabalhadores e impedir uma maior deterioração dos níveis de vida.
O sindicato afirmou que análises apresentadas ao Conselho Económico e Social (CES) mostram que a inflação ultrapassa o crescimento real dos salários, afetando particularmente os trabalhadores de rendimentos médios. «Um ajustamento dos salários ligado ao IPC é indispensável para estabilizar a economia e manter a coesão social», declarou a USdA.
A USdA criticou a indexação deixada à negociação coletiva, chamando-a ineficaz na prática. Notou que a maioria das empresas do setor privado carece de representação formal dos trabalhadores e, por isso, não aplica aumentos equivalentes ao IPC, apesar de muitas reportarem lucros crescentes — e em alguns setores exponenciais. O sindicato afirmou que isto indica que a falta de ajustamentos salariais «não é uma questão de capacidade económica, mas de falta de vontade».
O sindicato exigiu também que as pensões de reforma sejam legal e automaticamente indexadas ao IPC para impedir que os pensionistas, descritos como um grupo particularmente vulnerável, percam poder de compra ano após ano. A USdA enquadrou a indexação automática das pensões como uma salvaguarda para a proteção social e a equidade intergeracional.
O secretário-geral Gabriel Ubach reiterou a posição do sindicato: «Os salários não podem estar desligados da realidade económica do país; se os preços sobem, os salários também têm de subir, porque as pessoas não podem continuar a trabalhar apenas para perder poder de compra ano após ano.» Avisou que um modelo baseado no empobrecimento progressivo dos trabalhadores é insustentável e apelou a uma ação «firme e imediata» do executivo.
A USdA pediu ao Governo que estabeleça mecanismos de indexação obrigatória para salários e pensões semelhantes aos usados em vários países europeus. O sindicato afirmou que continuará a pressionar o executivo para responder às evidências económicas e às exigências sociais, reafirmando o seu compromisso em defender os direitos laborais e proteger trabalhadores e pensionistas.
Fontes originais
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- Diari d'Andorra•
L’USdA demana que tots els sous s’actualitzin amb l’IPC el 2026
- El Periòdic•
L’USdA insta l’Executiu a garantir increments salarials vinculats a l’IPC per frenar la pèrdua adquisitiva
- ARA•
L'USdA reclama actualitzar tots els sous d'acord amb l'IPC
- Bon Dia•
L'USdA insisteix en que cal aplicar l'IPC a tots els salaris
- Diari d'Andorra•
UsdA insta el Govern a augmentar tots els salaris d'acord amb l'IPC
- Altaveu•
L'USdA diu que els salaris no poden quedar despenjats i insta a Govern a incrementar-los amb l'IPC