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Politica·

USdA exige referendo sobre associação à UE até junho e classifica atraso como insulto aos andorranos

Gabriel Ubach, secretário-geral da Unió Sindical d’Andorra (USdA), renovou os apelos a um referendo sobre o acordo de associação à UE antes do verão, descrevendo qualquer atraso como um «insulto

Sintetizado a partir de:
La Veu LliureDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Líder da USdA, Gabriel Ubach, exige referendo sobre associação à UE até junho e chama atraso de insulto aos andorranos.
  • Critica texto fixo do acordo como reflexo da vontade da Demòcrates per Andorra, não do povo.
  • Questiona valor do quadro da UE devido a liberdades indesejadas e falta de debate sobre implicações.
  • Instiga transparência e responsabilização se referendo rejeitar o acordo.

Gabriel Ubach, secretário-geral da Unió Sindical d’Andorra (USdA), renovou os apelos a um referendo sobre o acordo de associação à UE antes do verão, descrevendo qualquer atraso como um «insulto total» aos cidadãos e questionando se o acordo representa verdadeiramente a vontade de Andorra ou apenas a dos Demòcrates per Andorra (DA).

ascended a declaração de 22 de abril, Ubach questionou a legitimidade do acordo, perguntando se reflete «o acordo do povo andorrano ou o acordo da DA». Criticou o processo de negociação por se centrar em detalhes técnicos enquanto evita o debate mais amplo sobre as grandes implicações. Ubach questionou o valor de aderir ao quadro da UE, apontando elementos indesejados nas suas liberdades: «Se há situações que ninguém quer nestas liberdades da União Europeia, o que estamos lá a fazer? Se não estamos interessados em tudo isso, o que temos de lá fazer?»

Também censurou o Governo por entregar um texto que «não se pode mexer numa vírgula», instando a maior transparência sobre as suas reais consequências antes de qualquer passo final.

Mais cedo, a 20 de abril, Ubach confirmou a presença da USdA na reunião do Pacte d’Estat a 29 de abril, o dia após a visita do co-príncipe francês Emmanuel Macron. Reiterou a posição inalterada do sindicato, que prioriza o referendo, com junho como data limite absoluta e sem garantias ainda asseguradas. Qualquer falha em realizá-lo até lá, disse, resultaria das políticas da DA.

Ubach insistiu que o conteúdo do acordo está fixo, não oferecendo aos grupos convidados margem para alterações — «é isto ou nada», afirmou, acrescentando que uma rejeição num referendo levaria o sindicato a responsabilizar o Governo. Resumiu a escolha de forma crua como «comer com batatas ou nada».

Criticando a inclusão tardia dos grandes grupos económicos — a Confederació Empresarial Andorrana (CEA), Empresa Familiar Andorrana (EFA), Cambra de Comerç e Consell de Col·legis Professionals —, Ubach disse que deveriam ter participado mais cedo. Dirigiu-se diretamente ao executivo: «Temos a Andorra que Xavier Espot quer», com as políticas da DA a «expulsar cidadãos de Coll de Nargó para baixo».

Apesar do tom duro, Ubach sinalizou abertura ao diálogo na fase final do processo, com o sindicato pronto para participar.

As principais organizações económicas aguardam ainda a documentação final de adesão. Pretendem revisões individuais seguidas de uma avaliação conjunta antes de decidir.

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