Venezuelanos em Andorra celebram detenção de Maduro nos EUA por acusações de droga
Cerca de 40 residentes venezuelanos realizaram um encontro pacífico em Andorra la Vella para se regozijar com a detenção de Nicolás Maduro, expressando alegria pela mudança.
Pontos-chave
- 40 venezuelanos reuniram-se pacificamente a 6 de jan., com bandeiras e camisolas, organizados pela AREVPA.
- Maduro detido sábado em Caracas por narcotráfico, agora na prisão de Nova Iorque.
- Participantes citaram fraude eleitoral, colapso económico (petróleo de 3M para 500 mil bpd), repressão.
- Líderes andorranos apoiam transição pacífica via ONU e diplomacia; outro evento planeado.
Cerca de 40 residentes venezuelanos em Andorra reuniram-se pacificamente na terça-feira na Plaça Príncep Benlloch, em Andorra la Vella, para celebrar a detenção de Nicolás Maduro pelas forças dos EUA por acusações de narcotráfico, expressando alívio misturado com preocupações sobre uma transição difícil e o papel das potências estrangeiras.
A Associação de Residentes e Apoiante Venezuelanos em Andorra (AREVPA), que tem 80-90 membros, organizou o encontro social estático — um evento não protesto — no feriado público de 6 de janeiro, das 17h às cerca de 18h30. Os participantes usaram bandeiras venezuelanas, acessórios tricolores, chapéus, maracas e camisolas da seleção de futebol Vinotinto. O presidente da associação, Reynaldo Márquez, descreveu o ambiente como de «ilusão» e «felicidade» partilhadas pelo potencial de mudança, embora os participantes tenham sublinhado que as transições após ditaduras são desafiantes. Pediram a remoção de todas as figuras que apoiaram Maduro ao longo dos anos, destacando o controlo do regime sobre as instituições estatais, prisões recentes de jornalistas e riscos de represálias.
Axel Torres falou de uma «imensa alegria» para a maioria dos venezuelanos após anos de fraude eleitoral desde 2013, mortes de estudantes, universidades encerradas, envolvimento militar no tráfico de droga e produção de petróleo a cair de três milhões para 500 mil barris diários. Giselle Brizuela notou que a liberdade de expressão continua impossível, com uma geração perdida apesar das riquezas petrolíferas que não forneceram alimentos, medicamentos ou básicos como algodão nos hospitais. Defendeu a ação dos EUA como essencial, apesar dos seus interesses e ligações à Rússia e à China, alertando para «passos difíceis» à frente, incluindo diálogo e reorganização. Eduardo Arcila — ou Marcilla em algumas reportagens — disse que a história «acaba de começar», apelando a apoio multilateral para além dos EUA em meio a tensões geopolíticas; recordou encerramentos recentes de espaço aéreo que forçaram rotas terrestres via Colômbia, mas notou que nenhum venezuelano andorrano ficou preso lá.
A polícia da unidade GSMO chegou inicialmente porque o pedido de autorização estava registado mas não confirmado, verificou-o após controlos e partiu, permitindo que o evento continuasse sem incidentes.
Outro grupo de residentes venezuelanos pediu autorização para um novo encontro pacífico nos próximos dias, refletindo satisfação contínua com a intervenção dos EUA mas incerteza persistente.
Maduro e a sua mulher Cilia Flores foram detidos em Caracas no sábado de madrugada, transferidos para o Metropolitan Detention Center de Nova Iorque no domingo e declararam-se não culpados de acusações de narcotráfico, narcoterrorismo e armas. Os EUA anunciaram planos para uma administração provisória e defenderam a operação na ONU como antidrogas, não ocupação. A líder da oposição María Corina Machado saudou a detenção e expressou esperanças em laços estratégicos com os EUA em segurança, energia e democracia. Washington questionou a sua capacidade imediata de liderança em meio a desafios de transição.
A ministra dos Negócios Estrangeiros andorrana Imma Tor condenou online o «regime opressivo» de Maduro, apoiando uma mudança democrática pacífica que respeite o direito internacional e a Carta da ONU. O porta-voz do governo Guillem Casal ecoou isto numa conferência de imprensa na quarta-feira, expressando solidariedade com os venezuelanos, opondo-se à opressão antidemocrática e sublinhando processos da ONU, diplomacia e respeito pela vontade do povo.
Os principais partidos responderam com cautela. O líder dos Democratas Jordi Jordana alinhou-se com Tor, notando a falta de reconhecimento de Maduro após as eleições e acusações internacionais, priorizando a segurança civil, preocupações familiares e uma transição com garantias democráticas sob direito internacional. Marta Pujol dos Social Democratas rejeitou tanto o regime como a intervenção militar dos EUA — descrita como um «assalto» com bombardeamentos — favorecendo mecanismos da ONU em vez de invasões ou capturas extralegais, citando preocupações geopolíticas e familiares levantadas pela AREVPA. Cerni Escalé do Concòrdia priorizou questões nacionais como habitação, dizendo que as declarações de Tor os surpreenderam pois não havia posição interna definida.
O governo e o consulado espanhol estão a repatriar o único cidadão andorrano na Venezuela, a salvo fora de Caracas; não há relatos de outros nacionais lá. Analistas preveem impactos locais mínimos como questões de vistos, com a diáspora a mostrar «emoção contida» e esperança prudente em meio ao esgotamento e notícias censuradas dentro da Venezuela. O chavismo enfrenta ruturas internas, com o filho de Maduro a alegar traições que permitiram a rápida operação dos EUA. A instabilidade política persiste com mobilizações e questões abertas sobre o futuro.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Altaveu•
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