Ventura domina voto português em Andorra com 69% na primeira volta
Líder da extrema-direita Chega, André Ventura, obteve mais de 69% dos votos dos residentes portugueses em Andorra, superando o socialista Seguro, que liderou a nível nacional; ambos avançam.
Pontos-chave
- Ventura venceu 340/488 votos válidos (69%) em Andorra, contra 48 de Seguro.
- Nacionalmente, Seguro liderou com 30%, Ventura com 24%; ambos para segunda volta.
- Afluência mais elevada em Andorra indica elevados stakes e frustração dos eleitores.
- Segunda volta pode depender de apoios de liberais e apoiantes do PSD.
André Ventura, líder do partido de extrema-direita Chega, dominou a votação entre os residentes portugueses em Andorra na primeira volta das eleições presidenciais, obtendo mais de 69% dos votos válidos emitidos no consulado português em Prat de la Creu.
Dos 495 votos recebidos por voto antecipado e presencial ao longo do fim de semana, quatro foram brancos e três inválidos, restando 488 votos válidos para os nove candidatos apoiados. Ventura conquistou 340 destes, ou mais de 69%. O candidato socialista António José Seguro ficou em segundo com 48 votos, seguido do oficial militar reformado Henrique Eduardo de Gouveia e Melo com 37. O liberal João Cotrim obteve 23 votos e o candidato do PSD Luís Marques Mendes, do partido do primeiro-ministro Luís Montenegro, conseguiu 17. Catarina Martins, do Bloco de Esquerda de esquerda e única candidata mulher, obteve oito votos, com os restantes muito atrás.
A nível nacional, Seguro liderou com pouco mais de 30% dos votos, à frente dos ligeiramente mais de 24% de Ventura, segundo os apuramentos preliminares. Ambos avançam para a segunda volta a 8 de fevereiro, para suceder ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Os resultados contrariaram algumas expectativas: Seguro travou a recente descida do Partido Socialista (PS), enquanto uma centro-direita dividida prejudicou o PSD, empurrando Marques Mendes para quarto lugar geral e quinto em Andorra.
A afluência em Andorra foi manifestamente superior à de eleições anteriores, refletindo o elevado stake da corrida. Portugal registou um modesto aumento nacional na participação, impulsionado pela frustração com os partidos tradicionais. Analistas notaram uma mudança mais ampla para o populismo e o renovado apelo da esquerda.
A segunda volta pode depender de apoios dos liberais e apoiantes do PSD eliminados, podendo alargar a vantagem de Seguro ou impulsionar Ventura. Em Andorra, no entanto, Ventura está bem posicionado para repetir a sua vitória esmagadora entre os residentes portugueses.
Fontes originais
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