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Politica·

Vereadora de Encamp questiona vigilância por IA devido a direitos de dados

Líder da oposição pede verificação de proteção de dados no concurso para plataforma de IA da paróquia, em meio a queixas do Partido Pirata sobre câmaras em Encamp e câmaras corporais em La Massana ainda em revisão preliminar.

Sintetizado a partir de:
El PeriòdicDiari d'AndorraAltaveu

Pontos-chave

  • Conselho de Encamp aprovou concurso para servidor de IA na rede de 492 câmaras; oposição pede verificação de conformidade pela APDA.
  • Marta Pujol insiste em verificação para proteger direitos dos residentes face a explicações técnicas razoáveis.
  • Guirao do Partido Pirata queixa-se de IA em Encamp e câmaras corporais em La Massana; APDA pede mais documentos, gerando disputa sobre encargos.
  • Casos em revisão preliminar; sem investigações formais ainda, destacando problemas de credibilidade na supervisão.

A vereadora da oposição de Encamp, Marta Pujol, pediu à Agência Andorrana de Proteção de Dados (APDA) que confirme se a implementação de inteligência artificial na rede de videovigilância de 492 câmaras em Encamp e Pas de la Casa cumpre os padrões de proteção de dados.

O pedido segue a aprovação pelo conselho comunal de Encamp, a 9 de fevereiro, de um concurso público para contratar uma empresa para fornecer, configurar e manter uma plataforma de servidor de IA. Funcionários da paróquia citaram a necessidade de funcionalidades aprimoradas de análise de vídeo dada a escala do sistema existente. Pujol, do grupo Avancem, observou que as explicações técnicas fornecidas numa comissão relevante pareciam razoáveis inicialmente, mas insistiu na verificação pela APDA para garantir que os direitos dos residentes sejam protegidos uma vez a plataforma operacional. O seu partido também quer esclarecimentos sobre quaisquer procedimentos ou requisitos para proteger os direitos dos cidadãos se a agência aprovar a configuração.

Em separado, a APDA está a tratar queixas apresentadas pelo presidente do Partido Pirata, Josep Guirao, contra planos de vigilância por IA em Encamp e câmaras corporais para agentes de trânsito em La Massana. No caso de Encamp, a agência confirmou o rececionamento e disse que o seu serviço de inspeção analisará documentos como parte de ações preliminares, possivelmente consultando o delegado interno de proteção de dados da paróquia. Guirao descreveu isto como problemático, argumentando que um consultor interno não pode substituir os poderes investigativos independentes da agência e que o encaminhamento de queixas através da mesma instituição compromete a credibilidade da supervisão.

Na queixa de La Massana, registada a 26 de fevereiro, a APDA solicitou documentação adicional a Guirao para confirmar que as câmaras corporais estão em uso. Ele rejeitou, mantendo que a agência — e não os queixosos — tem a responsabilidade de investigar, especialmente após o anúncio da paróquia em novembro de 2025 de planos para equipar os agentes até ao final do ano. Guirao sublinhou a obrigação de avaliações de impacto de proteção de dados prévias (DPIA) sob regras que espelham o artigo 35 do RGPD para sistemas de alto risco como câmaras corporais usadas por funcionários públicos. Argumentou que indicações públicas de processamento potencialmente intrusivo exigem ação da autoridade, em vez de sobrecarregar os cidadãos com provas.

Nenhum dos casos desencadeou uma investigação formal, com ambos ainda em fases iniciais de revisão à espera de decisões da APDA. A agência não respondeu à consulta de Pujol.

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