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Politica·

Veteranos instam Catalunha a reinstaurar tribunal histórico de Sort

Grupo cita abolição motivada politicamente em 1965, barreiras geográficas ao tribunal de Tremp e tradições jurídicas locais únicas em direito familiar e propriedade como razões para justiça reparadora.

Sintetizado a partir de:
Bon Dia

Pontos-chave

  • Tribunal criado em 1834, abolido em 1965 por decreto de Franco, competências transferidas para Tremp.
  • Signatários consideram-no motivado politicamente; tribunais semelhantes noutros locais sobreviveram.
  • Pallars Sobirà enfrenta grandes distâncias, transportes débeis que dificultam acesso a Tremp.
  • Quadro jurídico histórico pallarès abrange direito de família, propriedade, cuidados a idosos; apoiado por 15 concelhos.

Um grupo de veteranos políticos da região de Pallars, incluindo antigos senadores e vereadores, juntamente com advogados e notários, instou o governo catalão a reinstaurar o histórico Tribunal de Primeira Instância e Instrução de Sort. O tribunal, criado em 1834, foi abolido em 1965 por um decreto da era Franco, com as suas competências transferidas para o tribunal de Tremp.

Numa carta dirigida a Ramon Espadaler, conselheiro catalão da Justiça e Qualidade Democrática, os signatários descrevem a medida como um ato de «justiça reparadora». Argumentam que o encerramento original, justificado por alegações de fragmentação judicial excessiva, melhorias nas comunicações e declínio populacional — tendências comuns nos condados pirenaicos —, foi motivado politicamente. Tribunais comparáveis em Lerma (Burgos), Vitigudino (Salamanca) e Alcaraz (Albacete) sobreviveram apesar de condições semelhantes e continuam a operar hoje.

O grupo destaca os desafios persistentes no condado de alta montanha de Pallars Sobirà, que abrange uma vasta área com grandes distâncias, transportes públicos limitados e redes rodoviárias deficientes. Estes fatores, afirmam, dificultam o acesso ao tribunal de Tremp e atrasam o processamento de processos devido a problemas de comunicação.

Entre os principais argumentos para a reinstauração contam o direito histórico pré-existente, a preservação de um quadro jurídico pallarès distinto, desenvolvido ao longo do tempo para lidar com questões locais em direito de família e propriedade. Isso inclui disposições para arranjos de cuidados a idosos, designações de herdeiros fiduciários, gestão de comuns e sociedades de vizinhança. Citam também a vitalidade atual da região, a atividade dos seus cartórios e registos e o forte apoio da sociedade civil.

A reivindicação conta com amplo apoio das entidades representativas de Pallars Sobirà, incluindo os seus 15 concelhos e o conselho comarcal. As instituições locais têm repetidamente levantado a questão desde 1998, considerando a restauração benéfica para os residentes.

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Fontes originais

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