Vítimas da insolvência da AGA pedem ao Parlamento Europeu para investigar
Cerca de 30 clientes da seguradora andorrana falida AGA pediram ao comité PETI do Parlamento Europeu que investigue a insolvência de 2019 e exija.
Pontos-chave
- Cerca de 30 clientes, maioritariamente franceses, apresentaram uma petição ao PETI sobre a insolvência da AGA em 2019.
- Alegam perda total de ativos/cobertura para centenas de segurados e ação inadequada da AFA/autoridades andorranas.
- Nenhum mecanismo de compensação da UE foi aplicado; os peticionários dizem que cidadãos da UE carecem de proteção com seguradoras de países terceiros.
- Pedido inclui investigação do PETI, aviso da UE a Andorra e consideração de um mecanismo de alerta/garantia da UE.
Um grupo de cerca de trinta clientes afetados pelo colapso da Assegurances Generals d’Andorra (AGA) levou o seu caso ao Comité de Petições (PETI) do Parlamento Europeu, em busca de proteção e de uma investigação sobre o tratamento da falência da empresa.
O grupo, composto maioritariamente por nacionais franceses — alguns dos quais viveram parte das suas vidas em Andorra e agora passam grande parte do tempo em França —, afirma que a AGA, supervisionada pela Andorran Financial Authority (AFA), foi declarada insolvente em 2019. Alegam que, ao longo de seis anos, a insolvência levou à perda total de ativos e cobertura de seguros para centenas de clientes, principalmente cidadãos da UE de França e Espanha, e que as autoridades andorranas não tomaram medidas eficazes para salvaguardar os interesses dos tomadores de seguros.
De acordo com a carta submetida ao PETI e vista pela Altaveu, os credores ficaram «sem compensação ou recurso», exceto leilões em curso de alguns ativos imobiliários e terrenos da AGA, que o grupo diz terem sido vendidos por vezes a cerca de 50% do valor. A carta afirma também que nenhum mecanismo europeu de proteção ou compensação foi aplicado, deixando os tomadores de seguros da UE afetados sem remédios nos quadros da UE.
Os peticionários argumentam que o caso revela uma lacuna legal: europeus que compraram produtos de seguro de vida comercializados como conformes e seguros não tiveram acesso a garantias da UE ou proteção supervisora equivalente ao lidar com uma empresa andorrana. Pedem que o PETI abra uma investigação ou realize uma audiência sobre a insolvência da AGA e as responsabilidades das autoridades andorranas e europeias.
Entre as suas recomendações, o grupo apela à Comissão Europeia para avisar Andorra sobre a ausência de mecanismos de proteção para cidadãos da UE em relações financeiras com países terceiros; para considerar a criação de um mecanismo de alerta e garantia ao nível da UE que cubra operadores de países terceiros associados; e para promover informação clara e transparente para os cidadãos expostos a esses riscos.
A carta critica também o que descreve como mensagens promocionais de alguns operadores andorranos que prometem «otimização segura da gestão de património», e insta a que não sejam ignoradas as consequências sociais para cidadãos da UE. Os peticionários notam que esta alegação particular sobre publicidade governamental parece incerta e pode não refletir promoção oficial do governo. Oferecem-se para fornecer documentação adicional — acórdãos judiciais, artigos, declarações de testemunhas e relatórios de auditoria — às instituições europeias para apoiar o seu caso.
Fontes originais
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