Associação Celíaca Andorrana lança campanha de rua sobre riscos de contaminação cruzada no Dia Internacional do Celíaco
Voluntários em Escaldes-Engordany e Andorra la Vella usaram acrobacias interativas comparando vestígios de glúten a arsénio para alertar transeuntes sobre perigos ocultos em alimentos 'sem glúten'.
Pontos-chave
- Associação Celíaca Andorrana lançou campanha de rua em Escaldes-Engordany e Andorra la Vella pelo Dia Internacional da Doença Celíaca.
- Voluntários usaram analogia com arsénio para destacar riscos de contaminação cruzada em alimentos sem glúten.
- ACEA enfatiza necessidade de zero vestígios de glúten; doença afeta 1-2% mas 75% não diagnosticados.
- Campanha aborda falhas em restaurantes e custos extras até 1200 €/ano por pessoa.
A Associação Celíaca Andorrana (ACEA) realizou uma campanha de sensibilização de rua de sexta-feira a domingo em Escaldes-Engordany e Andorra la Vella, para destacar a contaminação cruzada e vestígios de glúten, assinalando o Dia Internacional da Doença Celíaca a 16 de maio.
A iniciativa incluiu elementos interativos para sublinhar os riscos para os celíacos. Voluntários montaram um stand de informação à porta da padaria Viena em Escaldes-Engordany, com jogos sobre vestígios de glúten e um sorteio de prémios de patrocinadores. Três voluntários percorreram ruas comerciais, incluindo a Avinguda Carlemany, com tabuleiras de produtos apetecíveis como doces, fuet, paté e sobremesas. Perguntavam aos transeuntes se comiam os alimentos e acrescentavam: e se contivessem vestígios de arsénio? A ação realçava como quantidades mínimas de glúten — por utensílios partilhados, superfícies ou processamento — podem prejudicar os celíacos, apesar dos rótulos "sem glúten".
A técnica da ACEA Ona Olaskoaga sublinhou o objetivo de zero vestígios, especialmente em restaurantes. Notou que pequenas quantidades acumulam-se, inflamando o intestino, impedindo a absorção de nutrientes e causando problemas digestivos ou cutâneos que podem não surgir imediatamente. O grupo, com perto de 200 membros, descreveu a doença celíaca como um distúrbio autoimune crónico desencadeado pelo glúten — não uma alergia ou intolerância —, em que o sistema imunitário ataca o revestimento intestinal. A única solução é uma dieta estritamente sem glúten para toda a vida, com vigilância contra mitos de que exposições mínimas são seguras.
Cartazes com alimentos do dia a dia e a mensagem do arsénio, mais códigos QR para vídeos e informações, foram exibidos pelas paróquias desde 4 de maio. A campanha combate lacunas nos protocolos de restaurantes, onde os pratos podem não ter glúten nos ingredientes, mas faltam salvaguardas contra vestígios.
A secretária da ACEA Laura Prados referiu custos anuais extras até 1200 euros por pessoa em básicos seguros como pão ou massa, chamando-lhe discriminação económica e de saúde, pois "a nossa dieta é o nosso medicamento". Destacou como as modas sem glúten diluem necessidades reais e ocultam riscos, como lentilhas com vestígios de trigo da cultura. A associação planeia relançar a iniciativa "restaurante seguro", formando estabelecimentos em manuseamento, documentação e processos — priorizando o conhecimento em vez de cozinhas duplas. Procura apoio governamental, notando auxílios a surgir na Catalunha, Espanha e França, enquanto prossegue ações de sensibilização junto de famílias, escolas e empresas.
A doença celíaca afeta 1-2% da população, mas até 75% dos casos são não diagnosticados, agravados por exposições involuntárias.
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