SAAS registou 64 casos de cancro da mama nos primeiros nove meses de 2026
Oito dos 64 diagnósticos vieram do programa de deteção precoce para mulheres dos 50 aos 74 anos, que já detetou 191 cancros desde o início.
Pontos-chave
- O SAAS contabilizou 64 novos casos de cancro da mama entre 1 de janeiro e 30 de setembro de 2026, mais três do que no mesmo período de 2025.
- Oito dos 64 casos foram identificados através do programa de deteção precoce, cerca de 12% dos diagnósticos segundo o ministério e 12,5% segundo o El Periòdic d'Andorra.
- A décima ronda do programa, que abrange 2026-2027, já realizou 2.272 mamografias; desde o início, o programa detetou 191 cancros.
- As fontes divergem quanto ao ano de início do programa: o ministério indica 2009, enquanto o El Periòdic d'Andorra refere 2008.
O Serviço Andorrano de Atenção Sanitária registou 64 novos casos de cancro da mama nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde para assinalar o Dia Mundial do Cancro da Mama.
O Servei Andorrà d'Atenció Sanitària (SAAS) contabilizou os casos entre 1 de janeiro e 30 de setembro, mais três do que no mesmo período de 2025. Oito dos diagnósticos — 12,5% do total, ou cerca de 12% na própria descrição do ministério — chegaram através do programa de deteção precoce do cancro da mama dirigido pelo ministério a mulheres dos 50 aos 74 anos.
Em todo o ano de 2025, o SAAS registou 84 casos, 18 dos quais (21,4%) detetados através do rastreio populacional.
Na décima ronda do programa, que abrange 2026-2027, já foram realizadas 2.272 mamografias, que identificaram os oito casos. Desde a criação do programa, foram detetados 191 cancros através do mesmo. Só durante 2025, 3.589 mamografias produziram 18 diagnósticos positivos, enquanto a nona ronda, que decorreu de 2024 a 2025, terminou com 7.123 mamografias e 28 casos detetados.
As fontes divergem quanto ao início do programa: o Ministério da Saúde afirma que a iniciativa está em funcionamento desde 2009, enquanto o El Periòdic d'Andorra a descreve como estando em atividade desde 2008.
A participação começa com uma carta às mulheres do grupo etário elegível, propondo-lhes uma mamografia. Se não for encontrada qualquer anomalia, são convidadas a regressar ao fim de dois anos. Quando é identificada uma alteração que exige estudo adicional, a paciente é informada e são agendados exames complementares. Vários centros de radiologia do país participam, e cada mamografia é analisada por dois radiologistas que chegam a um resultado por consenso.
O ministério disponibiliza o número de telefone 867 785 e o endereço de correio eletrónico programamama@govern.ad para questões sobre o programa de rastreio. Reiterou também a importância de hábitos saudáveis — uma alimentação equilibrada, atividade física e evitar substâncias tóxicas — a par do autoexame da mama e de consultas regulares, e apelou às mulheres para que consultem um profissional de saúde perante qualquer anomalia. As probabilidades de cura aumentam quanto mais cedo for diagnosticada a doença.
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