Voltar ao inicio
Saude·

Andorra aprova lei que protege doentes recuperados da discriminação na saúde

Conselho Geral aprova Lei do Direito ao Esquecimento na Saúde, protegendo sobreviventes de cancro, hepatite C e VIH de preconceitos em seguros, empréstimos e

Sintetizado a partir de:
Diari d'Andorra

Pontos-chave

  • Protege sobreviventes estáveis de cancro, hepatite C e VIH de discriminação em seguros de vida, empréstimos e hipotecas.
  • Cumpre reivindicação antiga da Assandca após colaboração com partidos PS e Demòcrates.
  • Ajuda especialmente os jovens a evitar revelações para habitação e finanças.
  • Assandca exige registos oncológicos, rastreio da próstata e mais investimento em investigação.

O Conselho Geral de Andorra aprovou a Lei do Direito ao Esquecimento na Saúde, uma medida destinada a proteger indivíduos que superaram doenças graves como o cancro, hepatite C tratada e estável ou VIH de discriminação no acesso a seguros de vida, empréstimos ou hipotecas.

A legislação representa um avanço significativo, cumprindo uma reivindicação de longa data da Associação Andorrana Contra o Cancro (Assandca). Josep Saravia, presidente da associação, expressou grande satisfação com a aprovação, descrevendo-se como «mais do que satisfeito». Notou o otimismo resultante de colaborações anteriores com grupos parlamentares, incluindo o PS e os Demòcrates, que incorporaram contributos da Assandca durante a redação. No entanto, Saravia alertou que o alcance total da lei só será claro após revisão do texto completo.

Saravia enfatizou o valor particular da lei para os jovens, que deixarão de ter de revelar condições de saúde passadas ao candidatar-se a habitação ou produtos financeiros. «É importante que os jovens não tenham de se justificar para aceder a certos produtos», disse. Destacou que, embora tais recusas ainda não fossem generalizadas em Andorra — graças à flexibilidade de alguns seguradores —, o problema já era comum nos países vizinhos. «Fico contente por termos resolvido o problema na raiz antes de começar aqui», acrescentou Saravia.

O presidente apontou que os indivíduos mais velhos possuem frequentemente casa própria, tornando a proteção especialmente crucial para sobreviventes mais jovens cujos diagnósticos ocorreram cedo na vida e persistiram nos registos apesar da recuperação total.

A Assandca continua a defender a expansão de registos de doentes oncológicos e programas de rastreio do cancro da próstata, que responsáveis do Ministério da Saúde, incluindo Helena Mas, indicaram estarem em desenvolvimento. Saravia manifestou disposição para continuar a colaborar com o Governo, mas apelou a um maior investimento em investigação para melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Partilhar o artigo via

Fontes originais

Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao: