Andorra proíbe menores de 16 anos em redes sociais de risco e impõe limites de tempo de ecrã
Medidas incluem controlos parentais obrigatórios, filtros das telecomunicações que bloqueiam conteúdos nocivos e campanhas educativas contra o cyberbullying e a dependência, apoiadas por especialistas em saúde que citam riscos para o desenvolvimento cerebral.
Pontos-chave
- Proíbe menores de 16 anos em redes sociais de risco para o desenvolvimento; detalhes de proibições e limites por escalão etário em breve.
- SIM de telecomunicações para menores com filtros predefinidos que bloqueiam violência/pornografia; verificação robusta de idade exigida.
- Complementa com educação digital nas escolas, formação familiar, campanhas de sensibilização, briefings a revendedores.
- Especialistas em saúde apoiam, citando danos dos ecrãs ao cérebro, atenção, vício por dopamina de vídeos curtos.
O Governo andorrano aprovou na terça-feira um projeto de lei que modifica a Lei Qualificada dos Direitos das Crianças e Adolescentes, proibindo menores de 16 anos de aceder a redes sociais que representem riscos para o seu desenvolvimento ou saúde mental e estabelecendo diretrizes obrigatórias de tempo de ecrã por escalão etário.
O ministro do Interior, Marc Rossell, responsável pela Função Pública e Transformação Digital, delineou as medidas numa conferência de imprensa na quarta-feira, após a aprovação pelo Conselho de Ministros. O projeto de lei, que entrará em breve em tramitação parlamentar, inclui um regulamento futuro que detalhará as plataformas proibidas e os limites de utilização para grupos como 0-3 anos, 3-6 anos, 6-12 anos e 12-16 anos. Operadores de telecomunicações como a Andorra Telecom devem equipar cartões SIM para menores de 16 anos com filtros predefinidos que bloqueiem conteúdos violentos ou pornográficos em pesquisas e navegação.
Rossell descreveu as alterações como um passo "necessário e ousado" para combater riscos digitais como o cyberbullying, o isolamento social, a dependência e problemas de privacidade, comparando-os a ameaças do álcool ou do tabaco. As reformas tornam a supervisão parental uma obrigação legal, ao mesmo tempo que afirmam os direitos das crianças a um acesso digital seguro. Um sistema robusto de verificação de idade restringirá conteúdos, redes e descargas de aplicações, impedindo que menores usem informações falsas para contornar os controlos. As redes não proibidas exigirão autorização parental. A lista de proibidas basear-se-á em peritos locais, UNICEF e estudos da ONU, com revisões periódicas para plataformas emergentes.
Rossell salientou os limites da tecnologia, uma vez que os adolescentes podem encontrar soluções alternativas, mas enfatizou ações complementares: educação digital nos currículos escolares sobre privacidade e cyberbullying; formação para famílias e educadores através da Andorra Digital; campanhas de sensibilização para jovens; briefings obrigatórios sobre riscos por parte de revendedores de telemóveis; e apoio da Andorra Telecom a controlos parentais, além de esforços de sensibilização. O ministério dos Assuntos Sociais pode investigar casos de vulnerabilidade, como perda de sono devido ao uso noturno do telemóvel. Alterações ao Código Penal para punir violações estão em fase de refinamento.
Dirigentes de saúde apoiam a iniciativa. Joan Soler, chefe de Saúde Mental e Dependências do SAAS, defendeu uma "aposta ousada" em restrições ou proibições, citando estudos que mostram que os ecrãs prejudicam o desenvolvimento cerebral, a concentração, a atenção e desencadeiam respostas dopaminérgicas aditivas de vídeos curtos em plataformas como TikTok ou Instagram. Apelou a uma reavaliação da parentalidade para priorizar a educação e o crescimento psicológico sobre interações digitais, sublinhando que os limites protegem o desenvolvimento. A Dra. Maria Giró expressou recentemente opiniões semelhantes numa conferência em Sant Julià, baseadas em estudos. Rossell acrescentou que os pais têm a "obrigação e o dever" de supervisionar ativamente o uso digital através de controlos.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- Diari d'Andorra•
“Els pares tindran l’obligació i el deure de supervisar l’ús digital dels infants”
- Diari d'Andorra•
Les xarxes, com el tabac i l’alcohol
- El Periòdic•
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- ARA•
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- ARA•
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