Andorra combate a solidão dos idosos com rede de apoio eficaz
A população envelhecida de Andorra enfrenta uma solidão indesejada crescente, mas um sistema coordenado de cuidados ao domicílio, teleassistência e programas sociais está a.
Pontos-chave
- População envelhecida impulsiona solidão indesejada, principalmente entre idosos devido a laços sociais fracos.
- Melhorias pós-Covid incluem cuidados ao domicílio, teleassistência, centros de dia e atividades paroquiais.
- Cruz Vermelha com Sempre Acompanyats e novo Projecte Radars detetam e apoiam indivíduos isolados.
- Taxas mais baixas que nas grandes cidades; desafios envolvem estigma e escalonamento para idosos crescentes.
A população envelhecida de Andorra está a aumentar os casos de solidão indesejada, particularmente entre os idosos, mas a rede coordenada de prevenção, cuidados e apoio do Principado está a revelar-se eficaz no tratamento da questão.
Especialistas do governo, paróquias e organizações de apoio destacam um sistema abrangente que integra recursos das comunas, do Ministério dos Assuntos Sociais e de ONGs. Esta estrutura, reforçada desde a pandemia de Covid-19, inclui cuidados ao domicílio, teleassistência, atividades em centros de dia e programas sociais. «Após a Covid, reforçámos os cuidados ao domicílio e os serviços de socio-dependência ao detetarmos muitas pessoas isoladas», disse Montse Gil, chefe da Área de Idosos dos Assuntos Sociais.
O fenómeno da solidão indesejada — sentir-se isolado apesar de não estar fisicamente sozinho — provém mais da falta de laços sociais de qualidade do que de viver sozinho, segundo a Cruz Vermelha Andorrana. Embora os idosos sejam os mais afetados, os casos também surgem entre jovens e pessoas com problemas de mobilidade. A procura de apoio aumentou após a pandemia, com alguns indivíduos a passarem dias sem interações significativas para além de visitas médicas ou compras.
As paróquias desempenham um papel chave: em Escaldes-Engordany, por exemplo, 29 horas semanais de atividades para idosos esgotam rapidamente, embora alguns hesitem devido a estigmas antiquados em torno dos centros de dia. «As pessoas pensam que os centros de dia são para os muito idosos, mas essa mentalidade está a desaparecer», observou Maria Lupiáñez, chefe da Área de Idosos em Escaldes-Engordany.
Os casos extremos continuam raros e bem monitorizados. «São poucos e controlados por farmácias, comunas e Assuntos Sociais, incluindo visitas ao domicílio se necessário», disse Fèlix Zapatero, presidente da Federação dos Idosos. Comparado com as grandes cidades, o modelo de Andorra resulta em taxas de solidão mais baixas entre os idosos, acrescentou.
A Cruz Vermelha lidera a deteção através de iniciativas como o programa Sempre Acompanyats, que apoia aqueles com redes sociais limitadas, bem como teleassistência e serviços relacionados com habitação. Os desafios futuros incluem desmantelar tabus em torno da procura de ajuda, reforçar serviços complementares como saúde e nutrição, e escalar recursos para uma população idosa em crescimento.
Uma nova iniciativa, Projecte Radars, será lançada em abril em parceria com a Câmara Municipal de Barcelona. Voluntários formados farão chamadas e visitas para identificar casos solitários negligenciados, fomentando redes de apoio de vizinhança para promover a autonomia e o bem-estar. «Todos envelheceremos eventualmente, por isso devemos continuar a trabalhar», enfatizou Gil.
Fontes originais
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