COFA atribui pressões a problemas estruturais como subfinanciamento e envelhecimento populacional, não ao uso excessivo de
fisioterapia, em meio a negociações em curso com a Ministra da Saúde.
Pontos-chave
- COFA culpa planeamento deficiente, financiamento insuficiente e escassez de recursos pelas pressões na saúde, não pela fisioterapia.
- Tempos de espera médios de 2-3 meses devido a demografia, envelhecimento e declínio de fisioterapeutas contratados pela CASS (137 de mais de 200).
- Taxas estáveis em meio à inflação levam a desistências de contratos; fisioterapia reduz faltas e cirurgias.
- Ministra Mas compromete-se com trabalho conjunto sobre tarifas, processos e ajustamento IPC, pedindo paciência.
O Col·legi de Fisioterapeutes d’Andorra (COFA) reagiu a sugestões de que a fisioterapia está a gerar pressão no sistema de saúde, insistindo que os desafios resultam de lacunas estruturais mais amplas, incluindo planeamento deficiente, financiamento insuficiente e restrições de recursos.
Num comunicado emitido esta terça-feira, o COFA apelou a uma discussão «calma, rigorosa e construtiva» sobre o funcionamento do sistema de saúde, sublinhando que o aumento da procura abrange todas as áreas médicas. O colégio descreveu a fisioterapia como um serviço vital, apoiado por evidências científicas e orientado por indicações médicas baseadas em necessidades clínicas, e não como fonte principal de sobrecarga.
O COFA atribuiu o aumento dos volumes de pacientes à evolução da profissão e ao seu âmbito mais amplo, que responde a novas demandas populacionais, melhora o bem-estar e trava a progressão de doenças crónicas. O presidente Theo Rogué referiu esperas médias de dois a três meses — atingindo quatro meses em casos que exigem alinhamento de horários entre pacientes e prestadores — citando fatores como expansão demográfica, envelhecimento da população, persistência de doenças, tratamentos específicos por idade, cargas administrativas e declínio gradual dos fisioterapeutas com acordos CASS. Embora mais de 200 membros estejam registados, apenas 137 mantêm acordos com o sistema de saúde pública, em meio a cargas de trabalho intensificadas.
O grupo destacou anos de taxas CASS inalteradas, sem ajustamento pela inflação, como fator que leva à desistência de contratos e ameaça ruturas de serviço. O COFA colabora há muito com o Ministério da Saúde em revisões para garantir a viabilidade. Rogué evitou exigências precisas como um aumento de 30%, focando-se antes na otimização das estruturas de serviço para eficiência e padrões, com propostas realistas a seguir a avaliações de viabilidade. Notou que a despesa em saúde caiu 2% devido a menos contratos e questionou o valor de cortes, dado o papel da fisioterapia na redução de faltas e cirurgias.
À luz de comentários oficiais recentes, a direção do COFA prepara uma posição pública para apoiar os membros, contestar narrativas dominantes, identificar problemas de raiz e defender soluções estruturais através de planeamento responsável e melhores remunerações.
A Ministra da Saúde Helena Mas, falando na quinta-feira durante o lançamento de uma atualização da aplicação Salut, confirmou um trabalho conjunto intensivo com a nova direção do COFA sobre acesso, tarifas, processos, autonomia profissional e vias de referenciação. Descreveu o setor como «difícil» devido à variabilidade dos tratamentos — como casos de ombro diferentes para uma mulher jovem versus um paciente idoso, ou preferências por cuidados manuais versus baseados em equipamento — e excluiu aumentos uniformes de taxas como ineficazes. Um ajustamento pelo IPC está para breve, abrindo caminho para padronização de procedimentos e revisões abrangentes, embora sem prazos firmes. Mas reconheceu algumas perdas de contratos, mas enfatizou que não são massivas, compensadas por novas acreditações, e pediu paciência para estes passos complexos.
Fontes originais
Este artigo foi agregado a partir das seguintes fontes em catalao:
- El Periòdic•
Mas defensa el diàleg amb els fisioterapeutes i admet que el sector és “difícil” en plena revisió de tarifes
- Diari d'Andorra•
Mas afrima que una pujada lineal de les tarifes dels fisioterapeutes "no solucionarà res"
- Altaveu•
Salut deixa clar que "una pujada lineal tarifes no soluciona el problema" de la cua en fisioteràpia
- Bon Dia•
Quatre mesos de llista d’espera al fisioterapeuta i sense solució a la vista
- Diari d'Andorra•
Els ‘físios’ neguen ser la causa de la pressió assistencial
- El Periòdic•
Els fisioterapeutes alerten que els preus actuals de la CASS són insuficients i poden provocar un col·lapse assistencial
- Altaveu•
Els fisioterapeutes reclamen un increment de les tarifes per evitar el col·lapse assistencial
- Bon Dia•
El Col·legi de Fisioterapeutes reclama una anàlisi global del sistema sanitari
- ARA•
Els fisioterapeutes rebutgen atribuir a la professió la pressió assistencial que viu Andorra
- Diari d'Andorra•
Els fisioterapeutes alerten que l'"infrafinançament" està portant a la desconvenció de la CASS dels professionals