Doentes de fisioterapia na Andorra enfrentam esperas até 4 meses por disputas sobre taxas
Fisioterapeutas alertam para tensão no setor devido a reembolsos baixos da CASS, levando a desistências e colaboração com o Ministério da Saúde para reformas nas taxas.
Pontos-chave
- Esperas até 4 meses para fisioterapia não urgente, 6 semanas para casos urgentes.
- Taxas de reembolso baixas da CASS causam queda de 2% nos procedimentos faturáveis e inquéritos de desistência.
- Colégio de Fisioterapeutas colabora com Ministério da Saúde para rever taxas.
- Cargas administrativas e tempos de sessão limitam rentabilidade, arriscando qualidade dos cuidados.
Os doentes na Andorra enfrentam esperas de até quatro meses para consultas de fisioterapia, com casos urgentes atrasados até seis semanas, segundo Theo Rogue, presidente do Colégio de Fisioterapeutas.
Rogue destacou a tensão no setor durante uma recente discussão, notando que os casos não prioritários podem demorar quatro meses, enquanto as necessidades urgentes demoram até um mês e meio. O colégio está a colaborar com o Ministério da Saúde para reformular as taxas definidas pelo serviço público de saúde CASS, visando uma solução permanente que equilibre cuidados de qualidade com a viabilidade económica para os profissionais.
A Ministra da Saúde, Helena Mas, descreveu os aumentos de taxas como uma questão complexa que requer análise caso a caso, dada a diversidade das necessidades dos doentes e tratamentos. Rogue concordou, afirmando que a evolução da fisioterapia exige atualizações e que as soluções devem ir além de remendos temporários.
As baixas taxas de reembolso para sessões contratadas pela CASS estão a levar alguns fisioterapeutas a desistir do acordo, embora essas saídas permaneçam limitadas até agora. O colégio não tem dados precisos sobre as desistências, pois os profissionais que saem da CASS podem simplesmente passar para o privado ou emigrar. No entanto, registou uma queda de 2% nos procedimentos faturáveis, um sinal de alerta inicial. «Estes números dão-nos uma medida inicial do problema, mas receamos que, se a tendência piorar, os desafios do setor possam intensificar-se», disse Rogue.
O aumento de inquéritos de profissionais a considerar desistir adiciona mais pressão, podendo comprometer a qualidade do serviço. Os acordos atuais exigem pelo menos 15 minutos por sessão de terapia manual, mas muitas estendem-se a 30 minutos em casos complexos. As tarefas administrativas após cada doente — como relatórios e documentação — reduzem ainda mais o tempo, limitando o número diário de doentes e a rentabilidade.
Alguns terapeutas consideram sessões mais curtas para lidar com a situação, um passo oposto pela profissão. «Precisamos de uma solução que equilibre as nossas necessidades económicas com a qualidade dos cuidados prestados», enfatizou Rogue, sublinhando a prioridade da atenção adequada aos doentes ao lado da sustentabilidade do setor.
Fontes originais
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