Gripe em Andorra Supera Limiar Epidémico e Afeta Principalmente Crianças Pequenas
Influenza e infeções respiratórias agudas aumentam em Andorra, com incidência de gripe em 25,26 por 100 000 — superior aos 13,78 da semana passada — afetando sobretudo
Pontos-chave
- Incidência de gripe: 25,26/100k (aumentou de 13,78), acima do limiar epidémico.
- Infeções respiratórias agudas: 145,71/100k, mais elevadas no grupo 0-4 anos.
- Amostras testadas: 8,57 % positivas (33 % rinovírus, 25 % gripe A, 17 % VSR).
- Europa: Gripe elevada (A(H3N2) dominante), VSR a aumentar em crianças <5 anos.
Andorra registou um ressurgimento da gripe e das infeções respiratórias agudas, com a incidência de gripe a ultrapassar novamente o limiar epidémico, afetando particularmente as crianças pequenas.
Dados do Ministério da Saúde para a semana de 9 a 15 de fevereiro — a sétima semana da época 2025-2026 — indicam 145,71 casos de infeções respiratórias agudas por 100 000 habitantes. Os relatórios variam ligeiramente no valor da semana anterior, citando 125,73 ou 130,4, mas todos confirmam um aumento este período. O grupo etário dos 0 aos 4 anos regista as taxas mais elevadas, com o subgrupo dos 1 aos 4 anos o mais afetado pela gripe em particular.
A incidência de gripe atingiu 25,26 casos por 100 000, um aumento face aos 13,78 da semana anterior, revertendo uma breve descida abaixo do limiar. Das amostras testadas, 8,57 % — uma descida face aos 11 % da semana passada — foram positivas para patogénios respiratórios. Os positivos distribuíram-se por 33,3 % rinovírus ou enterovírus, 25 % influenza A, 16,67 % vírus sincicial respiratório (VSR) e 8,33 % outros vírus, incluindo SARS-CoV-2, adenovirus e metapneumovírus.
A nível europeu, os vírus respiratórios continuam a circular amplamente, provocando um elevado número de consultas de médicos de família na maioria dos países que reportam. A atividade gripal mantém-se elevada, mas em declínio geral, liderada pelo subtipo A(H3N2) seguido de A(H1N1)pdm09. Os níveis de VSR são elevados e a aumentar em muitas áreas, com internamentos hospitalares em crescimento — principalmente entre crianças menores de cinco anos. A onda de VSR desta época começou várias semanas mais tarde do que nos dois anos anteriores. A circulação do SARS-CoV-2 mantém-se baixa em todos os grupos etários, com menos hospitalizações do que a gripe ou o VSR.
As autoridades de saúde continuam a monitorizar a situação à medida que o inverno avança, destacando o papel dos vírus nas doenças sazonais.
Fontes originais
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