Andorra mantém estatuto de eliminação do sarampo da OMS apesar do aumento regional
Sem casos de sarampo desde 2002, graças a uma taxa de vacinação de 96% e protocolos vigilantes, apesar dos surtos na vizinha Espanha.
Pontos-chave
- Sem casos ou suspeitas de sarampo em Andorra desde 2002.
- Taxa de vacinação de 96% previne reintrodução do vírus.
- Protocolo robusto de vigilância obriga a notificação urgente.
- Espanha regista 397 casos em 2025, contra 227 em 2024, maioritariamente não vacinados.
O Governo andorrano confirmou na quarta-feira que não foram detetados casos ou suspeitas de sarampo no Principado, mantendo a certificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminação da doença.
As autoridades de saúde destacaram uma atualização recente a este reconhecimento da OMS, com o último caso confirmado a remontar a 2002. Atribuíram o estatuto contínuo a uma taxa de cobertura vacinal de 96% contra o sarampo, que os responsáveis descrevem como suficientemente elevada para prevenir a reintrodução do vírus. O Ministério da Saúde referiu também o protocolo existente de vigilância e controlo do sarampo e da rubéola, que obriga à notificação urgente de qualquer suspeita clínica por parte dos médicos. Isto ativaria medidas de resposta, embora o protocolo permaneça inativo devido à ausência de casos ou alertas.
Estas garantias surgem num contexto de aumento da atividade do sarampo em áreas vizinhas. Espanha retomou a transmissão endémica, perdendo o estatuto de eliminação da OMS de 2016. Os casos confirmados lá subiram de 227 em 2024 para 397 em 2025, maioritariamente em pessoas não vacinadas. Na Catalunha, os números aumentaram de 36 confirmações em 2024 para 61 até 21 de julho de 2025, com surtos ativos a afetar principalmente aqueles sem vacinação prévia.
Os responsáveis andorranos enfatizaram a vigilância sustentada para proteger a saúde pública face a estas pressões regionais e aos elevados níveis de imunização do Principado.
Fontes originais
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