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Polícia de Andorra investiga morte de menina por pneumonia não detetada quatro vezes no hospital

Pais da criança de 15 meses acusam negligência após visitas repetidas aos urgentes diagnosticarem a pneumonia como um simples resfriado, o que levou a inquirições de testemunhas e uma revisão interna do serviço de saúde.

Sintetizado a partir de:
AltaveuDiari d'Andorra

Pontos-chave

  • Menina vista 4 vezes em 3 dias, diagnosticada como constipação/vírus, morreu de pneumonia a 29 nov/1 dez.
  • Pais apresentaram queixa por negligência; polícia interroga médicos, enfermeiros, anestesista.
  • Autópsia confirmou pneumonia; Batllia abriu processo pré-julgamento, família pede indemnizações.
  • SAAS lançou revisão interna de falhas nos protocolos.

A polícia de Andorra está a investigar a morte de uma menina de 15 meses por pneumonia, convocando a equipa médica envolvida depois de ela ter sido vista quatro vezes no serviço de urgência do hospital em três dias sem detetar a grave condição.

A criança morreu a 29 de novembro — ou possivelmente a 1 de dezembro, como indicam algumas reportagens — enquanto era transportada de ambulância para o hospital após paragem cardiorrespiratória. A autópsia confirmou mais tarde a pneumonia como causa, que os médicos tinham avaliado previamente como um resfriado comum ou vírus respiratório ligeiro em três visitas anteriores. Na quinta-feira antes da morte, os pais levaram-na devido a sintomas iniciais. Na sexta-feira, regressaram uma vez, e no sábado — dia da morte — voltaram novamente antes da crise fatal. Em cada ocasião, foi-lhe prescrita medicação e enviada para casa.

Os pais apresentaram queixa na polícia no dia seguinte, alegando negligência médica face às visitas repetidas e à falha em identificar uma doença grave. A atuar como polícia judicial por ordem da Batllia, os agentes da unidade de pessoas do grupo iniciaram há duas semanas inquéritos preliminares para compilar um relatório sobre possíveis responsabilidades. Estão a interrogar médicos, enfermeiros, um anestesista e outro pessoal como testemunhas nos quatro encontros, desde os exames iniciais à ressuscitação sem sucesso.

A Batllia iniciou estes processos pré-julgamento a pedido do Ministério Público após a queixa, visando esclarecer os factos antes de eventuais acusações. Nenhum indivíduo foi ainda implicado, e a família não apresentou ação penal mas aderiu ao processo como requerentes civis para reclamar indemnizações se justificadas. O SAAS, o serviço de saúde de Andorra, lançou também uma investigação interna sobre o cumprimento de protocolos e possíveis erros, embora não haja resultados.

Os investigadores procuram reconciliar relatos divergentes neste caso, que despertou ampla atenção. Os pais mantêm que um diagnóstico atempado poderia ter evitado a tragédia. Não foram divulgadas atualizações sobre o progresso.

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