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Ataque informático à Eholo Health expõe registos de pacientes andorranos

Piratas informáticos violam plataforma de gestão de pacientes, vazando registos psicológicos de pelo menos um residente andorrano entre mais de 500 vítimas, exigindo resgate de 300 mil dólares.

Sintetizado a partir de:
Altaveu

Pontos-chave

  • Piratas informáticos roubaram 601 308 IDs pessoais e 1,1 milhões de notas médicas da Eholo Health.
  • Dados incluem nomes, moradas, IDs, terapias; exigido resgate de 300 mil dólares até 15 de março.
  • Confirmado vazamento de registos psicológicos de pelo menos um paciente andorrano.
  • Eholo serve 10 mil clientes; autoridades andorranas ainda não notificadas.

Pelo menos um residente andorrano viu os seus registos médicos psicológicos comprometidos num ataque informático à Eholo Health, uma plataforma utilizada por profissionais de saúde para gestão de pacientes.

Os piratas informáticos, que visaram a Eholo Health — um serviço que oferece módulos para agendamento de consultas, faturação e histórias clínicas —, divulgaram amostras que provam a violação. Entre elas está o ficheiro de um paciente andorrano, embora não seja claro se o indivíduo recebeu cuidados numa clínica local ou noutro local. A Eholo reconheceu o incidente, que expôs dados de pelo menos 500 pessoas, principalmente na Catalunha e em Espanha.

O especialista em cibersegurança Bruno Pérez Juncà, em declarações à RAC1, detalhou a escala: 601 308 identificadores pessoais e 1 146 700 notas médicas roubadas. Os atacantes exigem 300 000 dólares até 15 de março, ameaçando vender os dados na dark web caso contrário. A informação das vítimas inclui nomes, apelidos, moradas, documentos de identificação, motivos de visitas, terapias e avaliações médicas — detalhes propícios a fraudes ou extorsão através de engenharia social.

A Eholo serve cerca de 10 000 clientes, e centros de psicologia andorranos utilizam as suas ferramentas, confirmou o Altaveu. No entanto, nem a polícia andorrana, nem o Col·legi Oficial de Psicòlegs d’Andorra (COPSIA), nem a agência nacional de cibersegurança tinham sido notificados de qualquer impacto local até quarta-feira. A plataforma opera de forma modular, pelo que nem todos os utilizadores armazenam histórias clínicas.

A empresa apresentou queixa aos Mossos d'Esquadra, a polícia da Catalunha. A extensão total da exposição andorrana permanece desconhecida, com as autoridades ainda sem comentários adicionais.

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