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Pacientes de fisioterapia da CASS andorrana enfrentam esperas até quatro meses em meio a negociações tarifárias

Elevada procura da população envelhecida e problemas administrativos causam atrasos; Ministra da Saúde delineia revisões de serviços e novo nutricionista.

Sintetizado a partir de:
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Pontos-chave

  • Esperas de fisioterapia CASS: 2-4 meses devido a população envelhecida, doenças crónicas, 137 prestadores.
  • Negociações tarifárias paralisadas; tarifas congeladas apesar da inflação, sem aumentos uniformes planeados.
  • Ministério da Saúde adiciona serviços de dietista para obesidade/diabetes, lançamento em 2024 após piloto.
  • Nova app Andorra Salut adiciona partilha por QR, seguimento de referências, com 25 mil utilizadores ativos.

**Pacientes de fisioterapia da CASS andorrana enfrentam esperas até quatro meses em meio a negociações tarifárias e expansões de serviços**

Pacientes abrangidos pela CASS continuam a enfrentar esperas de dois a três meses para sessões de fisioterapia, com alguns casos a prolongarem-se até quatro meses devido à elevada procura e problemas de agendamento. Theo Rogué, presidente do Col·legi Oficial de Fisioterapeutes d’Andorra (COFA), atribuiu os atrasos à população envelhecida, necessidades de tratamento mais amplas em todos os grupos etários e doenças crónicas, bem como a encargos administrativos persistentes apesar dos progressos digitais com a CASS.

O elenco de fisioterapeutas afiliados à CASS conta com 137 profissionais, ligeiramente menos do que nos anos anteriores entre mais de 200 membros do COFA, o que aumenta a pressão sobre os prestadores ativos. Rogué alertou contra responsabilizar os profissionais pelo aumento dos custos de saúde, que na verdade diminuíram 2% em parte devido a menos contratos. Enfatizou que a fisioterapia ajuda a prevenir despesas mais elevadas com licenças prolongadas ou cirurgias, instando a ganhos de eficiência e melhorias de qualidade antes de quaisquer ajustes tarifários para reter prestadores. As negociações sobre tarifas, congeladas em meio à inflação, permanecem paralisadas sem números propostos.

A Ministra da Saúde Helena Mas, durante o lançamento na quinta-feira da aplicação Andorra Salut atualizada, delineou uma coordenação próxima com o COFA para remodelar os serviços. Excluiu aumentos tarifários uniformes por os considerar inúteis, apelando a revisões personalizadas de procedimentos, tratamentos e acesso dadas as especificidades do setor. «É uma área difícil com muitas particularidades», observou Mas, apontando variações como tratamentos de ombro para jovens versus idosos, ou métodos manuais versus baseados em dispositivos.

Mas confirmou que alguns prestadores abandonaram contratos, mas descreveu a mudança como limitada, com novas aprovações a equilibrarem as perdas e auditorias à lista a removerem nomes inativos. Os planos incluem um ajuste inicial pela inflação, seguido de avaliações de protocolos e alterações tarifárias, embora sem prazos definidos. Descreveu o trabalho como complexo, favorecendo passos deliberados em vez de medidas rápidas, incluindo sistemas de referência refinados e maior autonomia dos clínicos.

Em paralelo, o Ministério da Saúde avança com a inclusão de serviços de dietistas e nutricionistas no portfólio da CASS quase quatro anos após a aprovação regulatória. O colégio profissional, liderado por Amaia Martioda, aprovou unanimemente a entrada numa assembleia recente. Os detalhes finais abrangem tarifas, condições cobertas e acordos com a CASS, visando o lançamento este ano após um piloto de um ano.

O acordo reembolsaria duas visitas de 30 minutos por referência de um médico de família, inicialmente para problemas como excesso de peso, diabetes e perturbações alimentares, com possíveis expansões. Foram discutidas tarifas específicas, mas não divulgadas até ao fecho. As autoridades visavam um início no início do ano, mas agora esperam conclusão em 2024, juntamente com atualizações tarifárias mais amplas para grupos incluindo médicos e fisioterapeutas.

A atualização da aplicação, apresentada por Mas, pela diretora da SAAS Meritxell Cosan e pelo técnico Santiago Sánchez, introduz códigos QR que permitem a médicos estrangeiros acederem a resultados de diagnósticos andorranos através de ligações partilhadas pelos pacientes. Esclarece referências pendentes ou agendadas para evitar visitas repetidas por expiração, adiciona uma secção de perguntas frequentes para dúvidas comuns da SAAS e refina a navegação. Com mais de 50.000 descargas, 25.000 utilizadores ativos e cerca de 5.000 inícios de sessão mensais, muitas funcionalidades resultam de contributos de utilizadores e funcionários. Mas chamou-lhe um «salto qualitativo» na transformação digital da saúde, centrada nos cidadãos, com telemedicina e reservas online nacionais em desenvolvimento. Sánchez enfatizou o acesso intuitivo a informação diária para reduzir deslocações desnecessárias.

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